Projeto recupera áreas degradadas de reservas extrativistas e unidades de conservação de Rondônia

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Com o plantio de açaí, castanha-do-brasil, seringa e copaíba estão sendo recuperadas as áreas degradadas da Reserva Extrativista (Resex) Estadual Rio Cautário, que tem 146 mil hectares. O gerente da Unidade de Conservação de Uso Sustentável da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Jorge Lourenço da Silva, disse que o projeto vem sendo desenvolvido em parceria com a comunidade local.

A Resex Rio Cautário abrange os municípios de Costa Marques, São Francisco do Guaporé e Guajará-Mirim, e foi a primeira do Estado de Rondônia contemplada com o projeto de Conservação e uso Sustentável, que proporcionará boas práticas aos extrativistas. “Os moradores da comunidade passarão a explorar as riquezas que a natureza lhes oferece, mas de forma sustentável”, afirmou Jorge Lourenço.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2016, quando as áreas degradadas foram identificadas durante estudos do Plano de Manejo. “São áreas invadidas, onde se formaram pastos para criação de gado e invasões para roubo de madeira”, disse o gerente da Unidade.

O projeto que vem sendo desenvolvido por etapas incluiu também a implantação de um viveiro para produção das mudas, das espécies escolhidas pela comunidade, levando em conta o time de extrativismo da região. Na primeira fase foram produzidas 10 mil mudas de açaí, que foram consorciadas com milho e depois segue o consórcio com urucum e feijão Pitoco, uma espécie que não prejudica o plantio de açaí.

Segundo Jorge Lourenço, ano passado foram recuperados 10 mil hectares, e neste ano a meta é recuperar mais 30 mil hectares da Rio Cautário. “Este é um trabalho lento, que exige dedicação. Quando chegar o período do verão, teremos que ter implantado um sistema de irrigação para garantir o desenvolvimento das mudas”, explicou.

O projeto está em fase de implantação na Unidade Estadual Rio Preto de Jacundá, que fica no município de Machadinho do Oeste. Nesta unidade, o viveiro será três vezes maior que o da Resex Rio Cautário. O viveiro terá capacidade para produzir 30 mil mudas por etapa. As espécies a serem plantadas serão definidas durante reunião a ser realizada com a comunidade, que também será beneficiada com curso de capacitação para aprender a trabalhar e se tornar parte integrante do projeto. A Unidade Rio Preto de Jacundá tem 95 mil hectares, e deverão ser recuperados cerca de três mil.

O coordenador de Unidades de Conservação da Sedam, Denison Trindade, disse que o projeto de recuperação de áreas degradadas vai beneficiar centenas de famílias extrativistas de muitas comunidades do estado. “Essas famílias passarão a ter renda maior, pois passarão a comercializar o produto de forma direta, sem atravessadores”, revelou.

Com o desenvolvimento do projeto, o extrativista será capacitado a trabalhar em todas as etapas da produção, desde o plantio, passando pela colheita, até a comercialização do produto.

Fonte: Secom

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