Cerca de 80% dos atendimentos nas UPAs poderiam ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde

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    “O paciente em alguns casos não respeita a classificação feita pelo enfermeiro. Por exemplo: se ele é classificado com a pulseira verde (atendimento que pode ser realizado em Unidade Básica de Saúde), ele quer o atendimento imediato ou quer trocar a cor da pulseira por conta própria para acelerar seu atendimento”, disse Jocel Soares, diretor da Policlínica Ana Adelaide.

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O Sistema Único de Saúde no Brasil (SUS), divide-se em três níveis hierárquicos de atenção à saúde: atenção básica, média e alta complexidade. Cada um desses competências deve respeitar os limites de sua complexidade e sua capacidade de resolver os problemas.

As Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003. Essas unidades surgem como estratégias para resolver os problemas de superlotação em emergências hospitalares como o Hospital João Paulo II. Elas funcionam 24 horas por dia, realizando o acolhimento de classificação de risco, prestando atendimento de urgência e emergência, como: pressão e febre alta; fraturas; cortes; infarto; derrame; serviços odontológicos de emergência; dentre outros.

Atendimento_upa_800px_04   De acordo com dados do Departamento de Média e Alta Complexidade da Semusa (DMAC), aproximadamente 80% dos pacientes que dão entrada em UPAs 24h são classificados com as pulseiras azuis e verdes, ou seja, poderiam ser atendidos em Unidades Básicas de Saúde, o que diminuiria potencialmente a superlotação nas salas de espera das UPAs.

Para o diretor da UPA Leste, Raimundo Lamarão, o acúmulo de pacientes acontece por conta dos usuários que procuram atendimento nas UPAs quando poderiam se dirigir até as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para Lamarão, alguns pacientes classificados com as cores verde ou azul, como casos de problemas de coluna por vários dias, infecção de garganta e problemas crônicos como tuberculose, não são prioridades no atendimento nas UPAs, mas sim nas UBS. Só então os mesmos poderão ser encaminhados ao hospital de referência. “Urgência é tudo aquilo que aconteceu de imediato, como por exemplo: você está dormindo e acorda com fortes dores no peito ou acordou com uma febre muito alta. A orientação é não se medicar e procurar de imediato à UPA mais próxima”, completa Lamarão.

Entenda a classificação de risco

O acolhimento e classificação de risco é feito por um enfermeiro treinado e respeita protocolos de avaliação de urgência, priorizando os casos mais graves para atendimento preferencial. A prioridade de atendimento varia de acordo com os riscos e estado clínico do paciente, quando serão disponibilizadas quatro pulseiras com a cor de acordo com as prioridades de atendimentos. Portanto, se faz necessário esclarecer como são feitas as classificações por cores.

Vermelho: prioridade 1 – emergência, necessidade de atendimento imediato. O paciente não será submetido à classificação de risco, mas sim encaminhado ou levado diretamente para sala de emergência, onde será avaliado e atendido pela equipe de emergência composta por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem.

Amarelo: prioridade 2 – Urgência maior, atendimento o mais rápido possível. O paciente classificado como amarelo aguardará atendimento sentado em um local pré-determinado. Alguns casos em que o paciente tiver alteração brusca de dor, sinais vitais ou dificuldade de locomoção, poderá receber atendimento médico em sala de observação com assistência de enfermagem contínua.

Verde: prioridade 3 – urgência menor. No caso de superlotação, este paciente poderá ser encaminhado para uma UBS com garantia de atendimento. Pacientes classificados como verde também aguardam atendimento médico sentados em local pré-determinado, mas serão informados que o tempo para o atendimento será maior, e que pacientes mais graves serão atendidos prioritariamente.

Azul: prioridade 4 – Não urgência, pode ter consulta agendada. Pacientes classificados como azuis serão orientados a procurar o centro de saúde de seu bairro, com encaminhamento por escrito ou contato telefônico prévio. Em alguns casos, segundo a necessidade, o usuário será atendido no mesmo dia, mas será informado do tempo de espera superior as outras prioridades.

Fonte: Semusa / Joéliton Menezes

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