Vou para o enfrentamento público, e crime de amizade não existe, diz Temer


Ex-presidente afirma à Folha que é alvo de ‘núcleo punitivista’ do Ministério Público

Depois de ficar quatro dias preso em março e de se tornar réu quatro vezes nas últimas semanas, o ex-presidente Michel Temer diz à Folha que decidiu “ir para o enfrentamento, inclusive público” contra seus acusadores.

Fora do Planalto há pouco mais de três meses, afirma ser alvo de um “núcleo punitivista” do Ministério Público e que o considera um troféu da operação.

É irônico ao falar das acusações, como quando afirma que corre o risco de ser considerado dono de concessionárias, frigoríficos e construtoras por ter editado medidas a favor desses setores. Disse que só aceitou dar entrevista porque quer “preservar a honra após ser vilipendiado”.

Afirma ainda que querem imputar a ele um “crime de amizade”, em referência ao coronel reformado da PM paulista João Baptista Lima Filho, dono da empresa Argeplan, suspeita de receber repasses de propina a seu favor.

Também reserva seu estoque de críticas para a acusação de lavagem de dinheiro envolvendo a reforma da casa da filha Maristela. Segundo o Ministério Público Federal, eles usaram dinheiro de propina na obra do imóvel.

Sobre o seu sucessor, Jair Bolsonaro (PSL), é econômico nos comentários e evita fazer reparos, por exemplo, à relação conflituosa entre Executivo e Congresso atualmente.

Temer concedeu entrevista à Folha ao lado do advogado Eduardo Carnelós, que interrompeu a conversa em alguns momentos para rebater argumentos da acusação e reforçar pontos da defesa.

Qual a avaliação do sr. sobre os 100 dias do governo Jair Bolsonaro? Cem dias é pouco para uma avaliação definitiva de um governo. Desses cem dias, o presidente Bolsonaro passou 18 dias no hospital, depois fez viagem para Davos de cinco ou seis dias, portanto não tem nem cem dias completos de ação governamental.

Acho que o presidente Bolsonaro terá a condição de revelar o que foi feito, até por uma razão singelíssima: ele está dando sequência àquilo que nós fizemos.

Politicamente, quem lançou a reforma da Previdência fui eu, que só não foi aprovada naquele momento por razões que ao longo da entrevista eu possa revelar, mas ele está empenhado na reforma.

Como o sr. vê a relação dele com o Congresso para trabalhar na reforma? Eu acho que melhorou muito. Nos primeiros momentos, houve afirmações um pouco entusiasmadas em relação ao Congresso Nacional, mas verifica-se, e historicamente é assim, que quem não tem relação com o Congresso não subsiste.

Na história brasileira, em vários casos, as divergências entre o Executivo e o Congresso resultaram na queda do presidente. Eu acho que ele logo se apercebeu disso, também por uma razão muito simples: ele passou 28 anos no Parlamento, sabe como as coisas funcionam.

Não dou conselho para quem é presidente, eu dou palpite. Meu palpite é que ele reúna, como fiz no passado, as várias bancadas, até separadamente. A bancada de cada partido. Eu fazia essas reuniões no Alvorada, em jantares e café da manhã, para fazer uma integração quase semi-presidencialista. Eu trouxe o Congresso para governar comigo. Acho que o Bolsonaro está fazendo isso e, evidentemente, no instante em que ele consiga aprovar a Previdência, a economia dá um salto.

Mas ele teve uma disputa até verbal com o presidente da Câmara, que é uma figura fundamental. O Rodrigo [Maia], mais do que ninguém, quer a reforma. Acho que o Rodrigo vai colaborar muito e esses entreveros, simplesmente verbais, não dificultarão os relacionamentos institucionais.

Já se discutiu pôr a reforma que o sr. apresentou para ser votada no Congresso… Quando eleito, eu e o presidente Bolsonaro ficamos sozinhos e ele me perguntou: “Presidente, que conselho o senhor me dá?”. Eu disse: “Não dou conselho, dou palpite”. Um dos palpites que eu dei foi: se você quiser aprovar a reforma da Previdência agora, com o prestígio que você tem eleito que acabou de ser e com a articulação que foi feita ao longo do meu governo, por mim, nós dois unidos podemos aprovar ainda agora, em novembro ou dezembro, porque a reforma já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, na Comissão Especial e está pronta para ir para o plenário da Câmara. Ele, por alguma razão, disse que preferia fazer no início do governo. Não insisti.

Mas acho que vai ser aprovado o conteúdo da minha reforma, que é um conteúdo fundamental. Combate os privilégios, faz com que a aposentadoria seja a mesma para quem está no serviço público e na atividade privada e estabelece os limites de idade, 62 para as mulheres e 65 para os homens.

Acho que vai acabar dando isso. Ou seja, o benefício de prestação continuada eu sinto que pode cair. A questão do trabalhador rural eu sinto que pode cair.

Sobre sua prisão: o sr. foi surpreendido com a ação da Polícia Federal? Fui surpreendido com essa detenção por duas razões básicas. Em primeiro lugar, eu sabia que o Supremo mandou os processos que estavam por lá para o primeiro grau de jurisdição.

Eu não tinha nenhuma preocupação e meu advogado também não tinha em relação a uma eventual detenção neste momento, porque sequer tinha sido formatado o processo. Os procuradores fizeram um “catado” de vários inquéritos e juntaram todos num caso que na verdade diz a uma questão específica, da Engevix e Eletronuclear. Eles pegaram todos os casos supostamente de inquéritos abertos ao longo do tempo, que estavam no Supremo Tribunal Federal, e juntaram num caso só.

A prisão preventiva é para dizer que o sujeito é tão criminoso, tão abandidado que não pode ficar na rua, vai tramar contra nós.

A Procuradoria diz que o senhor mandou uma mensagem para o exministro Moreira Franco de madrugada antes da prisão. Quando eu saí da detenção estava com um amigo meu, com o celular, para verificar o horário da mensagem. Daí ele detectou o seguinte: era 1h25 UTC-0. UTC é uma unidade padrão de horário mundial. UTC-0 é horário de Greenwich. No Brasil é UTC-3.

Eles dizem que foi 1h25 maldosamente, porque duvido que um procurador habilitado, inteligente, competente, persistente, detalhista, pormenorizante, não tenha percebido que aquele horário era da Inglaterra.

[Disseram isso] para incentivar a ideia da prisão, porque o Moreira me retornou a mensagem à 1h41 de Greenwich. [Dizem] “Ele ligou certamente para dizer que eles seriam presos. Portanto vazou”. Olha o absurdo da situação.

Segundo, eu jamais teria a indelicadeza, talvez eles tivessem, de passar uma mensagem para você a 1h25 da madrugada.

Qual era o conteúdo da mensagem? Naquele dia tinha havido reunião da Fundação Ulysses Guimarães, presidida pelo Moreira, e à tarde uma reunião da executiva do partido. E, como ele não me deu notícia, eu não quis ligar diretamente. Por isso perguntei: “está acordado?” Era para ter notícia da história do partido.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) ao lado de seu advogado, Eduardo Carnelós, durante entrevista à Folha - Eduardo Knapp

O ex-presidente Michel Temer (MDB) ao lado de seu advogado, Eduardo Carnelós, durante entrevista à Folha – Eduardo Knapp

Como o senhor reage à possibilidade de voltar a ser preso? Há um recurso dos procuradores. Não acredito nisso. Posso acreditar em arbitrariedades, por uma razão singela: não há provas. Cadê a prova? Se quiserem ilações, sugiro aos procuradores que façam a seguinte ilação: eu produzi, enquanto presidente, um projeto que se denominou Rota 2030, para incentivar a produção de veículos. Sabe por quê? Porque eu tenho muitas montadoras e concessionárias em meu nome.

Eu autorizei a Embraer a fazer acordo com a Boeing. Sabe por quê? Tenho metade das ações da Embraer. Eu estou dizendo isso porque a partir dessa concepção de que fulano de tal me ajudou e fulano pertence a empresa tal que eu passei a ser dono de uma empresa. A partir de ilações das mais variadas.

Lá atrás eu fiz o discurso, quando queriam a minha renúncia, e eu só não renunciei não porque eu tivesse apego à Presidência. Só não renunciei porque quando me diziam isso, eu me dizia: se eu renunciar, eu me autodeclaro culpado. E eu vou resistir até o final.

E naquela ocasião, eu disse: já no começo, fazem as mais variadas ilações. Ilação por ilação, eu posso fazer a seguinte ilação, que depois se confirmou: o senhor Marcello Miller, [ex] procurador da República, é pessoa da mais alta confiança do procurador-geral [então Rodrigo Janot]. Aliás, ele já assinava as ilações.

Eu poderia fazer a seguinte ilação: ele já estava trabalhando para essa empresa [J&F] desde fevereiro, ainda quando procurador da República. Eu, se fosse irresponsável, poderia fazer uma ilação: como ele é sócio do procurador-geral, estava fazendo isso em nome do procurador-geral. Mas eu não sou irresponsável, não faço esse tipo de ilação. Quando eu fizer uma afirmação, quero comprovação.

Não vejo prova concreta, não vejo nada, vejo ilações e mais ilações, suposições. Para fazer acusação, tem que ter prova, substância.

Na decisão [de prisão], o que mais se verificava, o desembargador que concedeu a liminar ressaltou esse ponto, era uma frase curiosíssima: “a prova ainda é superficial”. Segundo: [escreveram] “parece que”, “tudo indica que”, “tudo leva a crer”. Não tem nada dizendo: está aqui o documento, está aqui a fala não sei de quem.

O que houve na edição do decreto dos Portos? [Dizem que] Assinei um decreto para beneficiar uma empresa chamada Rodrimar. Ou seja, coloquei todo o meu coração, nervos, músculos, espírito, alma, ao longo da vida para um dia ser presidente da República, sentar-me na mesa, editar um decreto e mandar publicar. Esse decreto moderniza uma lei do tempo da ex-presidente, tramitou três meses no Ministério dos Transportes, depois mais seis meses na Casa Civil.

O sr. critica a prorrogação das investigações. Minha homenagem à Procuradoria-Geral da República e aos promotores públicos em geral. Eles fazem um trabalho extraordinário. Mas há um núcleo, que é um núcleo punitivista. É um núcleo [Temer bate na cadeira] que quer dizer o seguinte: eu quero a cabeça dele, de um ex-presidente da República, na minha sala. Quero um troféu. Alguns pensam dessa maneira. Muitas vezes, um caso envolve 10, 12, 15 pessoas e o que eles passam para os amigos da imprensa, que legitimamente publicam? “Temer fez isso, isso” ou “Temer foi denunciado”, você percebe? Eu quero um troféu, eu preciso de um troféu.

E eu resolvi enfrentar porque eu não vou cair, primeiro ponto. Segundo ponto, não vou cair porque não há provas. Terceiro ponto: não há como produzir provas.

No caso dos portos é isso. Se eu assinei o decreto dos portos, eu sou responsável e recebo propina dos portos. É uma coisa até fantasiosa, fantasmagórica.

O sr. é crítico então ao saldo da Lava Jato, uso de delações premiadas, prisões preventivas? Quando a Lava Jato me envolve, eu falo do meu caso. Do meu caso eu tenho os dados concretos. Aliás, é um rótulo. É uma ação penal, que visa combater a corrupção. Essa história de “Lava Jato” é, com a devida licença, midiática. Alguém tem alguma coisa contra isso? Não. Desde que se cumpra rigorosamente o texto constitucional, a lei, os direitos individuais. Sou da área de direito constitucional.

Não quero entrar na questão da Lava Jato. Quero entrar apenas na minha questão.

O sr. fala muito do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, mas denúncias foram apresentadas no Rio, em São Paulo, no Distrito Federal e pela atual procuradora-geral Raquel Dodge. O ex-procurador-geral eu menciono muito porque foi ali que tudo começou, com aquele acordo [com a JBS].

O diálogo [gravação do empresário da JBS Joesley Batista], pediria até que vocês revissem a degravação, é monossilábico. Eu o atendi, aliás, no chamado porão, onde muitas vezes eu atendi o doutor Janot, que ia lá para criticar a eventual lista tríplice [dos candidatos a procurador-geral da República], para criticar a doutora Dodge. Ele ia à noite lá, e eu o recebia nessa sala. É uma sala de reuniões. Resolveram dizer que era um porão.

Janot foi o provocador disso. Pega três telefonemas gravados e diz: Temer quis prestigiar a [empresa] Rodrimar.

Os outros [procuradores] agiram dessa maneira? Ela certamente tem assessores. Eu suponho que a assessoria construiu em conjunto esse último parecer [denúncia]. Convenhamos, o procurador-geral eu duvido que ele olhe caso por caso. Eu não estou dizendo nada de equivocado. O presidente também não pega caso por caso para examinar.

Se ela [Dodge] fez isso propositalmente, eu lamento por ela. Porque ela não está com o melhor direito.

A denúncia dos portos fala em pagamentos da Rodrimar a uma empresa ligada ao coronel João Baptista Lima Filho, chamada de Eliland, de R$ 2,4 milhões, até 2010. Uma empresa que não tem estrutura, não tem funcionários. Como você quer que eu responda isso? Não tenho a menor ideia do que seja essa Eliland. Da Argeplan, eu tinha. João Baptista Lima Filho eu conheci em 1984. Nunca neguei que ele em todas as minhas campanhas, ele organizava, com mais um ou dois funcionários, porque eu tinha que prestar contas ao Tribunal Eleitoral. Essa empresa [Argeplan] tem mais de 30 anos. O que a empresa faz, me perdoe dizer, você está com o raciocínio dos procuradores: “Se tem alguma coisa da Argeplan, tudo é em benefício do presidente Temer.” Não é isso. Eles fazem a coisa deles lá, sei lá.

Aliás, eu poderia indicar mais umas 50 empresas que tem contato comigo. E talvez fossem todas minhas, eu seja sócio.

O sr. acredita na inocência do coronel Lima? Isso é uma coisa que ele tem que demonstrar, não sou eu. Eu o conheço e sei que ele é muito trabalhador, fez a vida dele com muito trabalho. Ele e os sócios dele criaram uma empresa de arquitetura, projetos, construções, e levaram essa empresa adiante, com trabalho deles. Eu acredito que ele procedeu sempre com muita lisura, não tenho dúvida disso.

Mas vem a pergunta: como uma empresa pequena consegue um contrato para tocar obras de uma usina nuclear, onde é extremamente complexo o tipo de atuação. Não fica uma lacuna? Eu não tenho como responder sobre o que eles fizeram. A essa altura da vida eu leio tudo que se produz a respeito dessa matéria. É interessante, no quadro demonstrativo das empresas que prestam serviço para a Eletronuclear, a Argeplan vem lá embaixo. A participação dela [na obra] no total é de R$ 8 milhões mais ou menos. Mas o que se noticia, dado por quem quer me incriminar, é que a Argeplan fez um acordo de R$ 163 milhões. Ela participa de um pedacinho.

O sr. mantém contato com o coronel Lima? Não mantenho por uma razão básica. No Brasil hoje se mantiver contato com quem é acusado, você está fazendo obstrução de Justiça, entendeu? Diminui o espectro do direito de ampla defesa porque você não pode dialogar. Eu tomo cuidado. Ele já foi preso anteriormente, ao fundamento, acredito eu, de obstrução de Justiça.

Como a sua filha Maristela reagiu às acusações [ela virou ré sob suspeita de lavagem]? Ela sofreu muito. Ela é psicóloga e, em um primeiro momento, quando surgiram essas notícias… ela é psicóloga, tem cliente de hora em hora, prestigiadíssima, dá aulas. Quando aconteceu o episódio, caiu a clientela. Agora ela estava novamente recuperando a clientela e veio novamente.

Ela fez uma pequena reforma em 2011 e depois quis ampliar. Ela falou comigo e eu disse: procure Lima e a Rita [mulher do coronel] que trabalham nessa área e podem te ajudar.

Acertaram que iriam conduzindo a reforma. Ela trabalha das 8h às 20h. Ela fez declarações na Polícia Federal, imagina o constrangimento, sobre tudo isso.

Levaram esse caso para a detenção quando ela não fazia parte dessa história, para fazer busca e apreensão. Apreenderam todas as contas bancárias dela e sabe o que encontraram? [Saldo] negativo, cheque especial.

A denúncia que trata da reforma na casa dela se centra muito no pagamento em dinheiro vivo a um fornecedor. Ela vai demonstrar isso em juízo. Isso vai ser debatido.

Existe um pagamento de uma empresa, tida como ligada ao sr, em dinheiro vivo a fornecedores. Qual empresa ligada a mim?

A Argeplan. Você está com a concepção do Ministério Público. Eu já disse que a Rita e o Lima conduziram isso. Eles trabalham com isso.

O Ministério Público diz que não existe uma comprovação de que Maristela reembolsou os dois pelos gastos. Ela vai ter formas de dizer isso. Vai depender da comprovação judicial que está sendo preparada. Eu só não posso antecipar tudo agora.

Tem um Michel Temer que sou eu, que tem currículo. E tem um Michel Temer que eles criaram. Eles querem dizer que eu tenho ficha corrida.

Mas aí volta para a Argeplan, que é o que os procuradores dizem. Mas cadê o dinheiro que a Argeplan dava para mim? Tenho duas contas bancárias que foram examinadas nesse inquérito. Não detectaram nada. Em algum lugar tem que estar isso. Estou falando de 58 anos de trabalho. Fui procurador do estado, dei aulas em duas faculdades. Dava aula toda noite, dava pareceres. Bloquearam R$ 8 milhões da minha conta depois de 58 anos de trabalho. Advoguei dos 23 anos aos 43 anos.

Li outro dia que uma das razões [para a prisão] é que eu teria nacionalidade libanesa. ‘Ele pode ir pro Líbano e se esconder lá’. Eu não tenho.

O ex-presidente Lula também foi alvo de ação judicial e também diz que houve perseguição a ele. Qual a opinião do sr. sobre a situação dele? Não conheço o processo dele. Conheço o meu processo. Ele deve ter um fundamento para fazer essa afirmação. Seria irresponsável se dissesse: estão perseguindo ou não estão perseguindo.

Parte do seu círculo, tanto no governo quanto de amizade, foi preso: José Yunes, Moreira Franco, Rodrigo Rocha Loures,  Geddel Vieira Lima e o coronel Lima. O sr. confia na idoneidade dessas pessoas? Eu confio enquanto eu os conheci, enquanto conviveram comigo, idoneidade absoluta. Se alguém fez alguma coisa, eles estão se defendendo no Judiciário. Não se pode imputar aquilo que eu chamo de crime da amizade. Se eu conheço fulano, e ele fez alguma coisa, eu sou responsável. É o mesmo raciocínio para dizer: se a empresa tal fala comigo, eu sou responsável pela empresa. Agora, não tenho uma palavra negativa para falar em relação a eles.

O sr. é a favor da prisão após a condenação em segunda instância? Tenho opinião sobre isso. Quando me perguntavam sobre isso quando eu era presidente, eu dizia que não vou falar porque sou presidente da República, vou influenciar outro poder. Tenho convicção formada que deriva da minha formação. Se eu disser alguma coisa agora, vão dizer: “ele está falando isso a favor dele”. Prefiro não me manifestar. O Supremo vai decidir e estará bem decidido.

O QUE PESA CONTRA O EX-PRESIDENTE

Eletronuclear

O quê Coronel João Baptista Lima Filho é suspeito de pedir, com anuência de Temer, R$ 1,1 milhão a José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, no contexto de um contrato para a construção da usina de Angra 3

O que diz Temer Nega irregularidades, diz que nada foi encontrado nas suas contas bancárias e que acusação carece de provas

Reforma

O quê Maristela, filha de Temer, e outros são suspeitos de lavagem de dinheiro por meio de reforma na casa dela, em SP. Materiais foram pagos em dinheiro vivo por mulher de coronel amigo de Temer

O que diz Temer Nega que haja esquema. Diz que a filha tinha condições de arcar com os custos da reforma e que provará isso em juízo

Tribunal paulista

O quê Suspeita de superfaturamento e de serviços não executados pelo consórcio Argeplan/Concremat, contratado por cerca de R$ 100 milhões para realizar obras no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para PGR, Argeplan pertence de fato a Temer

O que diz Temer Nega ter relação com a Argeplan

Terminal Pérola

O quê Suspeita de contrato fictício, de R$ 375 mil, para a prestação de serviço no porto de Santos

O que diz Temer Nega e diz que a acusação é fantasiosa

Construbase e PDA

O quê PDA, uma das empresas do coronel Lima que consta de relatórios de movimentação financeira atípica feitos pelo Coaf, recebeu da Construbase, em 58 transações, R$ 17,7 milhões de 2010 a 2015. Outro contrato suspeito, de R$ 15,5 milhões, é entre Argeplan e Fibria Celulose, que atua no porto de Santos

O que diz Temer Nega ter relação com a Argeplan

Portos

O quê Temer foi denunciado sob a acusação de beneficiar empresas do setor portuário em troca de propina

O que diz Temer Nega e diz que não é responsável pelos portos só porque assinou um decreto

Jantar no Jaburu

O quê PF e PGR concluíram que Temer e ministros de seu governo negociaram com a Odebrecht, em um jantar em 2014, R$ 10 milhões em doações ilícitas para o MDB

O que diz Temer Nega irregularidades

Quadrilhão do MDB

O quê Temer foi denunciado sob acusação de liderar organização criminosa que levou propina de até R$ 587 milhões em troca de favorecer empresas em contratos com Petrobras, Furnas e Caixa

O que diz Temer Considera a acusação sem sentido e afirma que nada de irregular foi achado em suas contas bancárias

Mala da JBS

O quê Temer é acusado de ser o destinatário final de uma mala com propina de R$ 500 mil e de promessa de R$ 38 milhões em vantagem indevida pela JBS

O que diz Temer Nega irregularidades

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