Universitários da Áustria elegem Rondônia para estudos de mestrado que tratam de desenvolvimento e meio ambiente


Dezenove universitários que cursam mestrado na Universidade de Innsbruck, na Áustria, e o professor do Instituto de Geografia da instituição, Martin Goy, foram recebidos na manhã desta segunda-feira (12) pelo vice-governador Daniel Pereira, oportunidade em que relataram o projeto de pesquisa que desenvolvem para fins de conclusão do curso, em abril de 2017. Eles estão em Rondônia desde o dia 29 de agosto.

A Universidade de Innsbruck tem 347 anos de existência, está situada na cidade de mesmo nome, rodeada de montanhas e que tem apenas 104,9 km²,  possuindo 35 mil alunos. O professor Martin Goy conhece Rondônia na década de 80, quando fez estudos de doutorado sobre a criação dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural (Nuares), na região central do estado de Rondônia.

“Nosso objetivo é aprendizagem. Mostrei aos alunos a região de Ji-Paraná e Ouro Preto, onde estive há 33 anos, tratamos da colonização antiga, e na nossa pesquisa uma questão fundamental é a relação homem e meio ambiente. O objetivo é a aprendizagem, é conhecer no próprio local como as pessoas que nele vivem pensam e produzem, entender melhor as pessoas”, explicou Martin Goy.

O projeto de pesquisa do grupo é sustentado pelo centro de pesquisa que desenvolve estudos da relação homem e meio ambiente, um dos grandes centros existentes na Universidade de Innsbruck, segundo o professor. A cada ano um projeto de pesquisa é selecionado, e o estudo na Amazônia envolverá também o estado do Acre.

O vice-governador Daniel Pereira relatou iniciativas que o governo de Rondônia tem encaminhado, como a política de fortalecer a política de produção de pescado, e a intenção de tornar Rondônia um grande produtor de mudas de castanha, utilizando inclusive áreas degradadas. “Queremos que a Universidade de Innsbruck seja porta-voz do povo da Amazônia, em especial Rondônia, onde há uma preocupação do governador Confúcio Moura em desenvolver ações sustentáveis do ponto de vista econômico e social, mantendo a floresta me pé”, disse.

Nesta terça-feira, 13, o grupo parte para Extrema, onde ficarão uma semana em contato com as famílias de produtores do Reflorestamento Econômico Consorciado Adensado (Reca). O universitário Philipp Mack disse que irão conhecer como moram e trabalham os produtores da região, entrevistar técnicos da Embrapa e de outras instituições ligadas à produção agrícola e meio ambiente.

O curso de mestrado envolve quatro temas de especialização – estudos de  desenvolvimento (da turma que está em Rondônia), riscos naturais, estudos de desenvolvimento regional e estudos de relevos.

Toda a experiência do projeto de pesquisa em Rondônia será debatida posteriormente em Brasília, em seminário que será realizado nos dias 23 e 24 de setembro próximos, com participação do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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