Um tapinha não dói


Depois de agressões verbais e físicas, tudo terminou bem com elogios mútuos, trocas de perdões e abraços.

Para dar no que deu Tomaz não precisava sair do seu proverbial cavalheirismo, Emerson não precisava virar a outra face. Raupp não precisava dar uma de durão e Confúcio não precisava ofender publicamente o presidente do seu partido. Bastava fazerem o que ao final fizeram: usaram a sensatez.

Confúcio e o senador Valdir Raupp serão os nomes do MDB ao Senado da República. A decisão foi anunciada após uma grande confusão na convenção, marcada por brigas e até mesmo um tapa na cara do ex-secretário da Casa Civil, Emerson Castro, desferido pelo presidente regional da legenda, Tomás Correia.

Ao final da belicosa convenção, o próprio Confúcio anunciou que Raupp havia concordado no lançamento dos dois nomes ao Senado em apoio ao candidato ao Governo, Maurão de Carvalho.

Os atritos na convenção foram grandes e até a PM foi chamada para garantir a ordem. Depois Emerson Castro, com o rosto ainda quente, disse perdoar Tomás Correia que admitiu ter exacerbado ao usar a agressão física como argumento de convencimento.

A paz que parecia distante estava bem próxima, tanto que após os apoiadores de Confúcio irem ao extremo quebrando as portas de vidro da sede regional do MDB, invadirem a área de reuniões e saírem aos socos com segurança, a estratégia “confuciana” deu certo e logo em seguida líderes partidários se abraçavam e perdoavam uns aos outros.

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