UM PAÍS DE CONTRADIÇÕES, esse é o Brasil


UM PAÍS DE CONTRADIÇÕES, esse é o Brasil

Dispenso as contradições da história. Talvez algumas mais recentes no tempo podem merecer meras lembranças. Digamos, da inauguração de Brasília para cá.

Tendo como seu criador um Presidente da República talentoso e respeitado, visionário, sonhador. Tornou realidade algo pelo qual também foi criticado pela oposição. Muitos gastos deixados para sucessores. Mas hoje só lembram as coisas boas e até o Presidente Lula já quis se comparar a ele. Doce ilusão.

De qualquer maneira, Juscelino Kubitschek, criou um avião dentro do mapa nacional. E que avião! Não calculou que sua criação, inaugurada em 21 de abril de 1960, seria pequena para abrigar os representantes do Brasil inteiro. O avião decolou e não parou mais. Cidadãos, políticos, estudantes, etc. Todos com seus próprios desígnios. Uma estrutura viária que já na segunda década dos anos 80, quando ali morei por um ano, fazendo um curso de especialização na área bancária, já dava sinal com sinais (semáforos) instalados em lugares para os quais não foram criados para tanto.

Mas o transporte, na época (anos 80), sem metrô e com um péssimo serviço no transporte público. Coisas de administrações, com alguns ex-administradores punidos ou já denunciados na Lava-Jato. Mas o projeto decolou com uma das principais Universidades do País, no comércio abundante, nos shoppings moderníssimos, e até na “zona franca” aberta. Terra escolhida pelos grandes operadores do direito. Com atividades culturais sempre em crescimento, a partir dos anos citados.

Da criação de Brasília para cá, com a transferência do parlamento brasileiro da cidade maravilhosa para a capital do Brasil – com a demolição do Palácio do Monroe, apagando um patrimônio nacional, porque atrapalharia a vista para o mar, dizem.

Da Revolução de Março muito se tem das benesses para o povo brasileiro que políticos fanáticos, de vários partidos, esquecem propositadamente. Até mesmo, da anistia ampla e irrestrita, resultado de um acordo nacional, e que somente serviu para os opositores, principalmente da esquerda brasileira, que não mencionam nem mesmo as vítimas que produziram para defender seus ideais, numa guerrilha urbana, e uma rural que se iniciava com treinamentos no Araguaia para a luta armada no campo, incentivada por José Genoíno e outros.

Não se fala dos investimentos na educação, com a criação de inúmeras Universidades Públicas, no Projeto Rondon, que levou ao interior do Brasil estudantes e profissionais de vários segmentos da área de saúde, principalmente. Muitos ficaram e constituíram famílias, sobretudo, na Amazônia brasileira. E ali, hoje, com suas gerações amazônidas; na ampliação do fornecimento de energia aos brasileiros dos mais diversos recantos com a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. E até mesmo atendendo sonhos dos cariocas com a construção da Ponte Rio Niterói, ligando a antiga Guanabara – servida apenas por barcas – à principal cidade do Estado do Rio de Janeiro.

Enunciar tudo o que a “ditadura” fez de bom para os brasileiros farão parte dos artigos que se seguirão a este.

Após as “Constituição cidadã” marcada pelo saudoso político Ulisses Guimarães – que o MDB parece ter esquecido – muitos atos e fatos ocorreram, com os ex-presidentes Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer. Atos e fatos positivos para o país e outros de efeitos desastrosos, em desobediência à própria Constituição Cidadã, hoje uma colcha de retalhos vista por inúmeras emendas, algumas, meramente casuísticas.

Criaram brechas em muitas de suas páginas, produzidas por uma Constituinte que incluiu alguns parlamentares que ainda hoje continuam na sua atividade parlamentar, e pouco contestaram a criação de emendas oportunistas (algumas com os conhecidos jabutis).

Mas isso ficará para a sequência desses artigos. Afinal o Brasil é um país repleto de contradições, mas exemplo de superações por ter um povo que ainda ama o seu país e que sabe gritar por maioria o que entende ser melhor para o Brasil, o Brasil que amamos e queremos: o sonho brasileiro.

Carlos Esteves

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