Sintomas da síndrome do pânico são parecidos com os do infarto


Sinais do corpo que parecem uma coisa, mas na verdade são outra. Isso acontece com a síndrome do pânico. Os sintomas são muito parecidos com os do infarto e podem confundir até na hora do atendimento médico.

“Durante uma crise de pânico, a pessoa pode ter sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva, esclarece o psicólogo cognitivo comportamental Leonardo Barros. Caso esses sintomas apareçam pela primeira vez, o paciente deve ir imediatamente ao hospital para avaliar se é um infarto.

Por outro lado, se ele já teve os sintomas diversas vezes e não foi diagnosticado nenhum problema no coração, pode ser que, de fato, seja síndrome do pânico. O desencadeamento dessa patologia pode ter relação, em alguns casos, com a herança familiar ou com acontecimentos estressantes que podem causar grande ansiedade.

O psiquiatra forense Hewdy Lobo ressalta que o infarto é um adoecimento físico com dores intrinsecamente fortes, correspondente à falta de sangue em algumas partes do coração, diferente do pânico, que apenas recorre a um desconforto, sem lesões.

“A diferença essencial é que, no infarto, a dor tende a ser contínua e o desconforto, predominante no peito; no ataque de pânico, os sintomas são sazonais, vão e voltam com desconforto mais generalizado, além do medo de perder o controle emocional”, conclui Hewdy.

Para evitar que o estresse se acumule ou que a situação saia do controle, o psiquiatra recomenda a prática de atividades físicas regulares, o controle no uso de condimentos, como os temperos de cozinha – que podem contribuir para o aumento da pressão –, além de evitar o uso de drogas e utilizar a respiração a seu favor durante uma crise.

Relatos de pacientes

“Eu comecei a sentir o braço formigar, sentia dor no peito, sentia que tinha alguma coisa empurrando aqui [no coração]”, conta a professora Caroline de Sousa Servente. Ela e o noivo, Daniel Rodrigues Plácido, foram parar várias vezes no hospital com sintomas de um infarto. “Formiga o braço, falta o ar. Chegava no OS, 30 minutos depois não tinha mais nada”, relata o noivo.

O problema não era no coração. Quando descobriram a causa de tudo, o jogo virou. “Comecei a tomar medicação, fazer terapia, ter mais controle sobre os pensamentos, ansiedade, que é o que provoca o pânico. Comecei a aprender a lidar com o problema”, conta a Carol. Ela segue tomando remédios e fazendo terapia.

É comum as pessoas irem primeiro ao cardiologista quando têm uma crise de pânico. É importante fazer uma avaliação cardiológica para descartar qualquer problema cardiovascular.

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico é uma crise de ansiedade aguda e intensa, acompanhada de sintomas físicos. É repentina e não tem uma causa definida. Diante de uma crise, a pessoa se sente ameaçada, mas não entende as causas e nem sabe como reagir ao problema. Ela dura alguns minutos e passa, mas pode ficar uma sensação de mal-estar.

As crises podem ocorrer uma vez na semana ou várias vezes ao dia. Algumas pessoas desenvolvem fobia de sair porque não querem ter as crises.

A síndrome tem um aspecto biológico muito forte. É preciso tomar remédio para diminuir a ansiedade, além da psicoterapia.

Sintomas da crise:

  • Musculatura tensa
  • Respiração ofegante
  • Coração disparado
  • Falta de ar
  • Pressão ou dor no peito
  • Palidez
  • Sudorese
  • Tremores

Fonte: Redação FV com informações G1

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