Sintero pede apoio dos deputados para implantação do Plano Estadual de Educação


Alegando dificuldades em negociar com o Governo, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) se dirigiram até a Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (28), buscando o apoio de deputados para que uma de suas principais bandeiras seja atendida pelo Estado: a implantação do Plano Estadual de Educação (PEE), aprovado desde 2015.

O presidente da Casa, Maurão de Carvalho (MDB), os deputados Léo Moraes (PTB), Jesuíno Boabaid (PMN) e Adelino Follador (DEM) se reuniram com os sindicalistas, no gabinete da presidência e reafirmaram o apoio parlamentar para a intermediação de um acordo que ponha fim ao movimento grevista.

“Participei de uma reunião na terça-feira (27), entre o Governo e o Sintero, mas não houve avanços e a greve permanece. A efetivação do Plano, que foi elaborado pelo Executivo, mas ainda não efetivado, é uma das cobranças da categoria e que pode ser estudada a viabilidade de sua implantação, ainda, que de forma gradativa e parcial”, observou Maurão.

A presidente do Sintero, Lionilda Simão, disse que a categoria não ficou satisfeita com o desfecho do encontro com o Governo e que a greve se fortalece, segundo ela, pela falta de propostas do Governo às reivindicações do sindicato. “O Estado se recusa a implantar um Plano que ele mesmo criou e não mostrou nenhuma proposta concreta aos trabalhadores, o que fez o nosso movimento ainda mais forte”, relatou.

A implantação efetiva do Plano Estadual de Educação (PEE) e seus respectivos benefícios à categoria, celeridade nas aposentadorias e na transposição dos servidores, entre outras reivindicações, foram apresentadas pelo sindicato.

Já o Governo acenou com a continuidade dos pagamentos das progressões e pecúnias, garantia do piso nacional do magistério, acelerar os processos de aposentadorias e levantar o quanto isso impactaria na folha de pagamento e suspensão de contratos emergenciais.

Aposentadorias

A celeridade nos processos de aposentadorias voltou a dominar as discussões. Hoje, são mais de 1.700 processos pendentes, com pelo menos cinco mil servidores aptos para a aposentadoria e precisando, muito deles, esperar anos.

“Não faz sentido o Estado precisando reduzir a despesa com pessoal e não dar prioridade às aposentadorias. Só com a saída desses servidores para a responsabilidade do Iperon, iria dar uma folga considerável na folha de pagamento, abrindo espaços para correções salariais, em tese”, completou Follador.

Os deputados se colocaram à disposição para seguirem intermediando um acordo entre a categoria e o Governo.

Fonte: ALE/RO – DECOM

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