SINDICALISMO EM CAUSA PRÓPRIA


SINDICALISMO EM CAUSA PRÓPRIA

“Hoje (22) a Polícia Federal foi buscar o Guido no hospital. Entraram na sala de cirurgia, onde a mulher dele que está com câncer começava uma cirurgia. E levaram ele e depois, com a maior desfaçatez, que não sabiam que ela estava doente. Sabiam! Ela não estava dentro de um hospital para se embelezar. É preciso que esse país volte a normalidade. Isso exige que as instituições respeitem as pessoas e a sociedade”.

Quem disse isso foi Lula, um ex-Presidente da República, em comício no nordeste onde ofende a justiça como um todo, e agride o Juiz Moro e os “meninos do Ministério Público.”
Um pretenso estadista que nunca foi, e cada vez mais prova isso. Um detentor de títulos de honra de inúmeras universidades, algumas até tradicionais, com prestígio nas comunidades de ensino. Mas coloca em risco, em dúvida essa honra.

Títulos cujas fundamentações para sua concessão foram seus programas de inclusão da  extrema pobreza, excluida por um sistema social, realmente injusto. Inclusão vista agora, repleta de privilégios e ilicitudes pelo ex-presidente na condução das coisas nacionais. Esse é o Brasil que hoje é mostrado ao mundo. Os incluídos estão sendo novamente excluídos.

A má fé esteve presente em todos esses tempos de um governo de esquerda, como nunca se viu por aqui. Até se pensou, como Reitores e conselheiros de Universidades, que não era isso que ocorria no Brasil.
Pensavam ser um Brasil novo, transformado, democrático e justo com seus cidadãos. Se o ex-presidente teve esse sonho algum dia, ele esqueceu quando assumiu a Presidência.

Homem de reconhecido carisma, oriundo de lutas sindicais, nascido no nordeste, pobre e sem qualquer formação acadêmica, cedeu às vontades de políticos corruptos e virou um líder nesse campo, como supõe-se pelas delações que se cumprem a todo o momento. Gostou da fama de “bom presidente”, das homenagens internacionais, mas também da boa vida de quem ganha dinheiro fácil. E parece que teria feito sua grande fortuna, trazendo consigo sua própria família, num imbróglio que nem ele mesmo consegue entender. Omissão, deslumbramento com os Romanée-Conti franceses (um dos melhores vinhos da Borgonha-FR), talvez até no início o bebesse acompanhado de “pão com manteiga” e pedisse feijão com ovos em terras com gastronomia diferente. Depois, elitizou-se.

Mas ele tinha carisma, bom de papo e de mentiras, infelizmente. Em muitos momentos chegou a ser admirado por grande parte da população brasileira e do exterior. Acreditou que era o homem certo para resolver os óbices ao desenvolvimento da nação e a melhoria de vida da sociedade.

Antes de se tornar o “Diário do Poder”, o jornalista Claudio Humberto já possuía uma coluna até hoje de circulação nos melhores jornais do país. E já tinha um site com um espaço chamado “Bronca Geral”. Jornalistas, militares, esquerdistas, cidadãos comuns, ex-ministros, governadores, enfim gente da sociedade brasileira faziam críticas ou elogios ao PT, e também foram criticados. Bronca Geral era democrático, como tem sido o “Diário do Poder”. Naquele espaço, antes de se imaginar o que ocorre hoje, eu já postava minhas dúvidas sobre as palestras, os valores contratados, e tantos títulos de honra. Quase sempre concedidos por Universidades, como manda a regra nos países desenvolvidos, ou não, alguns sustentados por generosas doações. Eu dizia que poderia ser uma compensação das empreiteiras pelas bondades do executivo. Questionava, Lula virou lobista? Essas Universidades que a ele concederam os diplomas de PhDs teriam recebido generosas doações?

Alguns daqueles estabelecimentos de ensino provavelmente devem estar surpresos e até, talvez, arrependidos pelo que fizeram.
Lula, como se vê na introdução deste artigo, em seus discursos, que discorreram com um conteúdo e conceituação uniforme, como divulgado pela mídia, esquece hoje seu status de ex-presidente pretendente a estadista, que infelizmente nunca alcançou, para voltar as suas origens de sindicalista, com a diferença de que, naquela época, acreditava-se que ele defendia os seus sindicatos. Talvez sim, conseguiu muita coisa, inclusive, bem aplicar o seu carisma pessoal aos seus discursos frequentes, como se estivesse sempre em campanha. Conquistou o apoio da maioria de eleitores. Mas escondia a soberba que tinha dentro de si.

Para a grande tristeza de filiados honrados e fundadores ou ainda por amor ao Partido que nele ainda permaneçam, Lula mostra a sua cara real. Ele não se defende das acusações, desrespeita a justiça, nega o que é quase impossível negar, mas se transforma num sindicalista de sua própria causa, como se os palanques da campanha eleitoral do presente ano fossem instrumentos de defesa pública a quem até mesmo acervos da União levou para um depósito, como se fosse seu, à custa do tesouro. A população somente agora descobriu, pela Lava-Jato e pelos delatores, amigos bem próximos de outrora, empreiteiros, parlamentares, etc. essas coisas inimagináveis. Apesar das denúncias, ele acredita que só ele é honesto no Brasil, Por si só, quando se considera o mais honesto e o maior cumpridor das leis brasileiras, já é um ato desonesto.

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