Sema erradica árvores que comprometem asfalto e tubulações para plantio de espécies adequadas


A Secretaria Municipal de Meio Ambiente  (Sema) começou nesta semana um trabalho de retirada das árvores da Avenida Rio Madeira, trecho entre as avenidas Calama e Vieira Caúla. O que inicialmente pode aparentar ser uma simples poda, trata-se na verdade de um planejamento estratégico. Os indivíduos mais jovens da espécie “Ficus”, estão sendo podados de forma drástica, reduzindo a copa ao máximo para que na hora em que a mesma se formar de novo, possa ser feito o realinhamento. “Estamos fazendo a condução da ornamentação da copa das árvores que prejudicam a visibilidade da via. Já aquelas que estão entupindo a drenagem por estarem mais encorpadas, estão sendo erradicadas e no local iremos plantar outras espécies”, explicou Denis Oliveira, coordenador municipal de Arborização da Sema.

A proposta, segundo o coordenador da ação, é garantir um acompanhamento da espécie já plantada de forma que ela não cause prejuízos futuros. “A gente entende que quando a árvore tem sua copa bem conduzida, de forma que não ultrapasse uma altura de três a quatro metros que é a altura da via, ela não tem um desenvolvimento de raiz, pois a raiz tende a crescer com a copa”, complementou.

Retira_Ficus_800px4_MG_9649_001Denis justifica que o cuidado da Sema tem como objetivo justamente a prevenção a fim de evitar medidas mais agressivas. O exemplo da Avenida Tiradentes retrata bem, já que as árvores, com idade adulta, já haviam comprometido o sistema de drenagem. “Estavam bem grandes e bem desenvolvidas. Se tivessem sido conduzidas desde a época do plantio com uma manutenção adequada, não seriam retiradas. No trecho da via próximo da Rio Madeira a gente vai entrar com serviço de poda para reduzir mais a copa e melhorar a visibilidade da sinalização, mas na verdade planejamos o corte definitivo para depois entrar com um replantio como já foi feito em partes”, reforçou.

O mesmo trabalho também foi feito em outro momento na avenida Guaporé e nas ruas José Camacho e Campos Sales. “Todas próximas de boca de drenagem estão sendo eliminadas, pois há uma disponibilidade hídrica maior, o que facilita para que ela se desenvolva mais do que as outras”, reforçou o engenheiro.

Fonte: Comdecom/Renata Beccária

Fotos  Frank Néry

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