Saiba quem são alguns dos pré-candidatos à Presidência da República e quais dificuldades têm que superar até a campanha


Justiça Eleitoral ainda não divulgou o calendário oficial das eleições, marcada para 7 de outubro. (Foto: Reprodução)

A cerca de oito meses das eleições, projeções indicam uma disputa com muitos candidatos à Presidência da República. Pendências na Justiça, disputas partidárias internas, tempo escasso de propaganda no rádio e na televisão, alta rejeição ou falta de popularidade são alguns dos desafios que os postulantes à Presidência ainda precisam driblar, conforme matéria da rede BBC.

Ciro Gomes (PDT)

A candidatura do ex-ministro e ex-governador do Ceará é considerada irreversível.
A falta de aliados para fortalecer a candidatura numa coligação formal é um obstáculo a ser enfrentado. O PDT negocia alianças com o PSB e o PCdoB.

O estilo franco e impulsivo que há anos rende a Ciro a fama de “destemperado” pode ser um empecilho. Ciro enfrenta uma rejeição de cerca de 22% do eleitorado. A depender do cenário ele tem de 6% a 10% das intenções de voto.

Geraldo Alckmin e João Dória (PSDB)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumiu neste mês a presidência do PSDB para tentar apaziguar o partido, que se dividiu entre ficar ou sair da base do governo Temer.

Alckmin, contudo, não é o único nome tucano para a eleição presidencial. O prefeito de São Paulo, João Dória, ainda tenta se viabilizar dentro do PSDB.  O ex-senador e atual prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, por sua vez, pressiona o PSDB para participar de prévias com Alckmin.

Além das disputas internas, Alckmin assume um PSDB desgastado pelas denúncias de corrupção contra integrantes do partido. Alckmin também foi acusado de receber R$ 10 milhões em quantias não declaradas da Odebrecht, o que nega.

Henrique Meirelles (PSD)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, busca o apoio do PMDB para se viabilizar como candidato.
Mas sua popularidade ainda é um obstáculo. O ministro, apontou o Datafolha, é conhecido por 48% do eleitorado, mas só 9% o conhece muito bem. Com cerca de 2% nas pesquisas de intenção de votos, ele estabeleceu uma meta de 5% a ser alcançada em março para confirmar ou não sua candidatura.

Estão cotados também para participar da disputa os nomes do senador Cristovam Buarque (PPS), e o do filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart (PPL).

Jair Bolsonaro (PSC)

Segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos, o deputado federal Jair Bolsonaro ainda precisa trocar de partido para participar da presidencial ou disputar dentro do PSC com Paulo Rabello de Castro, lançado candidato pela legenda em novembro.

Bolsonaro deve concorrer pelo PEN (Partido Ecológico Nacional), que espera a homologação da Justiça Eleitoral para mudar o nome para Patriota. Para dilson Oliveira, presidente do PEN, Bolsonaro vai precisar mostrar ao eleitorado que não é agressivo nem radical e que domina diferentes temas.

Lula (PT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera os cenários para a eleição presidencial em 2018, mas pode ter a candidatura barrada caso a segunda instância da Justiça Federal mantenha por unanimidade a condenação por corrupção – o julgamento do recurso foi marcado para janeiro.

Se condenado, Lula pode também ser preso. Mesmo que seja absolvido no caso do tríplex do Guarujá, o ex-presidente ainda responde a outras quatro ações na Justiça, sob acusação de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Lula também tem rejeição alta – segundo pesquisa Datafolha, 39% disseram não votar nele de jeito nenhum.

Manuela D’Ávila (PCdoB)

Ao anunciar a ex-deputada federal e atual deputada estadual no Rio Grande do Sul como pré-candidata, o PCdoB praticamente acabou com a possibilidade de o partido ser vice em uma eventual chapa encabeçada por Lula.

Manuela, de 36 anos, terá cerca de 20 segundos no tempo de propaganda e poderá participar de debates.  Entre os obstáculos, provavelmente, também estará a dificuldade de desassociar a imagem do partido à do PT – em especial porque o PCdoB foi contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e muitos filiados defendem Lula.

Marina Silva (Rede)

Com duas eleições presidenciais no currículo, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva deve ter somente 12 segundos de propaganda e dificilmente a Rede vai se coligar com outros partidos para aumentar o tempo na TV e no rádio.

Por isso, o primeiro obstáculo do partido é aumentar a bancada na Câmara, já que a Rede conta com quatro deputados federais. Marina enfrenta uma rejeição de 24%, segundo o Datafolha.

PSOL

O PSOL conta com cinco pré-candidatos. Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, é citado como um dos possíveis nomes, além de Plínio de Arruda Sampaio Jr e Nildo Ouriques, Hamilton Assis, e Sônia Guajajara.

O partido avalia que o grande desafio será cumprir a cláusula de barreira que exige para 2018 1,5% dos votos em nove Estados para que as legendas continuem recebendo fundo partidário e tendo acesso à inserções no rádio e na TV.

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