Primeira ponte de concreto da zona rural é entregue na Gleba Rio das Garças


Levou 102 anos para que a zona rural de Porto Velho, uma das capitais com a maior extensão territorial do País, fosse contemplada com uma ponte de concreto armado. Foram décadas e décadas de luta para que o benefício chegasse aos agricultores que moram na região da Gleba Rio das Garças, distante cerca de 35 quilômetros do centro urbano da cidade.

A ponte foi entregue nesta sexta-feira, 25, em solenidade pública que teve a presença do prefeito Mauro Nazif, do secretário Leonel Bertolin, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric), além de outras autoridades, representantes das comunidades locais. A ponte atenderá cerca de 600 famílias de agricultores que moram nas linhas 32, 33, 45 e 46.

Com uma extensão de 52 metros, a obra da ponte teve o custo de R$ 1,37 milhão e foi concluída em 180 dias, prazo abaixo do previsto no contrato assinado com a Construtora e Instaladora Rondonorte, empresa que venceu a licitação realizada pela prefeitura da Capital. O prazo para a entrega era de 208 dias, conforme consta na Ordem de Serviço da obra.

Para os moradores da região, a ponte de concreto construída pela Prefeitura de Porto Velho resolve por definitivo o problema que sempre ocasionavam as antigas pontes de madeira que eram construídas no local. É que com o passar do tempo a estrutura de madeira apodrecia e não aguentava o tráfego de veículos. Três pontes chegaram a desabar no local.

O prefeito Mauro Nazif lembrou da dificuldade que passavam os agricultores locais quando a ponte caía. “Para não ficarem isolados eles tinham que usar uma pequena balsa que fazia a travessia dos carros quando a ponte, aqui da Linha 32 caía”, afirmou. Para atravessar era cobrada uma espécie de taxa que variava de R$ 5 a R$ 15, dependendo do tamanho do veículo.

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Mauro Nazif adiantou também que deixará para o próximo prefeito, mais oito projetos para construção de pontes de concreto em diversas localidades da zona rural, idênticas a da Linha 32, no rio das Garças. Sabemos que obras como essa, não beneficia apenas os agricultores facilitando o escoamento de sua produção, mas também os alunos que dependem do transporte escolar”, frisou.

De acordo com a professora Luciana Ruiz, da Escola Maria Angélica de Queiroz, da Linha 32, na região, o serviço de transporte escolar da prefeitura atende mais de 200 alunos, que ficavam prejudicados quando a ponte caía. Ela agradeceu ao prefeito pela vontade política de fazer a obra. “Muitos dizem que essa é uma obrigação do gestor. Mas se ele não quiser fazer a obra não sai”, disse.

A presidente da Associação dos Produtores Rurais da Gleba Garça/Rio Baixo Candeias (Asprorio), Maria de Lurdes, representando os agricultores da região, também agradeceu ao prefeito pela construção da ponte. “Essa ponte, uma obra muito importante para nós, é para a vida toda e nós que dependemos dela só temos que agradecer à prefeitura por ter realizado esse nosso sonho”, frisou.

O secretário Leonel Bertolin, da Semagric, lembrou que Mauro Nazif foi o prefeito que mais investiu na agricultura do município. “Essa é a primeira ponte da zona rural de Porto Velho, isso significa muito, não só para os agricultores beneficiados, mas também para os gestores. A ponte era para ser construída de madeira, mas por determinação do prefeito, ela foi feita de concreto”, lembrou.

Ele adiantou que estudos realizados pela prefeitura, no início da gestão, apontaram que a grande vocação econômica do município é o agronegócio. A partir desse diagnóstico, o município passou a priorizar os investimentos nessa área, a fim de garantir estrada vicinais em condições de trafegabilidade para o escoamento da produção.

“São ações importantes que visam segurar o homem no campo. Agora se você não tem estradas, não consegue escoar seus produtos e como é que você vai ficar na sua terra. A vocação econômica de Porto Velho é o agronegócio e temos que trabalhar em cima disso. Desde de o início da gestão o prefeito Mauro sempre apoiou as ações da Semagric. Tínhamos um orçamento de três milhões de reais ao ano”, enfatizou.

Outra dificuldade, é que a Semagric tinha para trabalhar apenas cinco máquinas — três quebradas e duas funcionando. Hoje os investimentos ultrapassam os R$ 30 milhões, um aumento de 1.000%. E nos últimos três anos, a prefeitura, com recursos próprios, comprou mais de 200 máquinas para trabalhar mais de 6 mil quilômetros de estradas e trouxe para a Semagric a Coordenadoria das Estradas Vicinais, que antes ficava na Semob, para agilizar as ações de melhorias e recuperação das vias rurais.

 Fonte: Comdecom

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