Porto Velho recebe doação de coleiras que previnem picada do mosquito transmissor da leishmaniose


A Inovar Produtos Agropecuarios vai doar para os cães da Associação Protetora dos Animais Desamparados – Amigos de Patas 50 coleiras Scalibor®, a coleira recomendada mundialmente pelos principais especialistas para proteger os cães das picadas do mosquito transmissor da leishmaniose visceral, também conhecida como calazar. A ação será realizada sábado, dia 29, como forma de combater a doença, que tem casos registrados em todo o país.

A leishmaniose visceral é uma doença endêmica no Brasil de alta letalidade, causada por um protozoário que pode ser transmitido ao cão e ao homem pela picada de um mosquito que tem sido encontrado em todas as regiões do país. Ela provoca alterações nos rins, fígado, baço e na medula óssea e pode matar o cão e colocar em risco a vida das pessoas que convivem com ele. Os sintomas são apatia, perda de peso e aumento do volume abdominal. Nos animais, provoca ainda feridas na pele. Para os cães infectados, o Ministério da Saúde recomenda a eutanásia.

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Mosquito transmite doença tanto para animais, quanto em humanos.

A leishmaniose visceral mata mais do que a dengue. O último levantamento oficial do Ministério da Saúde, do ano de 2013, mostra que de 2010 a 2013, 928 pessoas morreram no Brasil vítimas de leishmaniose visceral, enquanto que 847 morreram por causa da dengue no mesmo período. Por se tratar de uma doença incurável, a única maneira de combatê-la é a prevenção.

Além de manter o cão com a coleira, atitudes simples, como manter o quintal sempre livre de folhas, frutas e fezes em decomposição evitam que o mosquito se prolifere.

A Associação Protetora dos Animais Desamparados – Amigos de Patas conta com a mobilização e ajuda de empresas e de toda a população para continuar realizando o trabalho que desenvolve há sete anos, de resgate, abrigo e cuidados de animais abandonados de Porto Velho.

Números da leishmaniose visceral: 

– É a segunda doença parasitária que mais mata no mundo;

– Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos;

– Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências;

– Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e mais de 200 morrem anualmente;

– Pesquisadores estimam que nas áreas endêmicas, para cada humano doente, existam 200 cães infectados.

Serviço:

Encoleiramento dos cães da Associação Protetora dos Animais Desamparados – Amigos de Patas

Data: 29 de outubro, às 10h

Endereço: R. das Associações, 3ª quadra, bairro Costa e Silva – Porto Velho

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