PMDB escala ex-líder do governo para guiar impeachment e defender Temer de ‘provocações’


O senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi escalado para assumir a presidência do PMDB no lugar do vice Michel Temer com a missão de marcar uma posição clara da legenda diante o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e proteger o vice.

“O presidente Michel Temer não vai participar desse jogo, mas ao mesmo tempo o PMDB dará as respostas necessárias com a clareza necessária e com a firmeza necessária e a qualquer tipo de provocação”, disse a jornalistas.

No plenário do Senado, o senador continuou a dizer que Temer tem sido vítima de uma série de ataques e manipulações. O peemedebista se refere a declarações de governistas, da presidente Dilma e do ex-presidente Lula.

No fim de semana, Lula disse que Temer, por ser professor de direito, sabe que está ocorrendo um golpe no País. Em nota, o vice respondeu: Justamente por ser professor de direito constitucional, Michel Temer tem ciência de que não há golpe em curso no Brasil”

“Temer tem sido vítima de uma série de ataques, de uma série de manipulações, sofismas, armações e agressões, e ficava em uma situação difícil porque, ao mesmo tempo em que é vice-presidente da República, com todo o poder institucional que tem, é também presidente do PMDB, e, em tese, teria que descer ao debate, teria que expor posições, e, mais do que isso, teria que fazer enfrentamentos”, explicou.

Jucá, que foi líder do governo de Lula e de Dilma, também fez questão de explicar que em 40% do partido votou contra a continuação da aliança Dilma e Temer para disputar as eleições de 2014. Segundo ele, esse racha só cresceu e culminou com o desembarque da legenda do governo.

Segundo ele, o vice não precisa deixa o cargo porque foi eleito. “Não vai renunciar porque não ocupa um cargo nomeado pela presidente.”

Seguindo o mesmo discurso de Temer, ele negou que há um golpe em curso.

“A saída está na regra, está na Constituição. Qualquer outra saída mirabolante, desculpem-me, aí sim é golpe, aí sim é golpe. Eleições gerais para todo mundo está na Constituição? Não. Todo mundo renuncia está na Constituição? Não. Traduzindo para a população, a regra tem que ser cumprida. Para saber se a regra é cumprida não precisa ir no Supremo não. Pergunta ao Arnaldo Cezar Coelho: Arnaldo, isso pode? Ele vai dizer: Pode não. Porque se pudesse mudar a regra, quando o Brasil estivesse perdendo de 7 a 1 da Alemanha, pararíamos o jogo e diríamos que estava cancelado e que amanhã nós começaríamos de novo com 0 a 0.

Essa não é a saída que o País espera, não é essa a saída. A saída é majoritariamente este Congresso se afirmar, majoritariamente, sem ter vergonha os partidos se colocarem e, a partir daí, termos um quadro político que vai efetivamente definir os rumos deste País.”

Fonte: HUFFPOST BRASIL

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