Papa Francisco destaca a disputa por Jerusalém em mensagem de Natal


O papa também elogiou os ‘esforços de todos aqueles da comunidade internacional inspirados pela boa vontade” para trazer “harmonia, justiça e segurança’ para a região. Foto: Max Rossi/Reuters

Foco do discurso do pontífice foram as crianças de diferentes países que sofrem com os ‘ventos da guerra’ e um ‘modelo ultrapassado de desenvolvimento’

O papa Francisco usou sua tradicional mensagem de Natal para pedir por um fim negociado do conflito entre Israel e Palestina, incluindo a disputa sobre o status de Jerusalém. O pedido acontece poucos dias após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter repreendido os Estados Unidos por unilateralmente reconhecer a cidade como capital de Israel.

Em seu pronunciamento na sacada da Basílica de São Pedro para uma plateia estimada em 50 mil pessoas, o papa orou por “paz para Jerusalém e para todos na Terra Santa” na forma de “dois estados que concordam mutuamente e internacionalmente em ter suas fronteiras reconhecidas.”

O papa também elogiou os “esforços de todos aqueles da comunidade internacional inspirados pela boa vontade” para trazer “harmonia, justiça e segurança” para a região.

No início do mês, poucas horas antes do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que os Estados Unidos iriam oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o papa fez um “apelo sincero” por respeito as resoluções da ONU que determinam o status da cidade como parte de um acordo de paz amplo.

Na quinta-feira, 21, a ONU decidiu em assembleia, por 128-9, com 35 abstenções, por repreender os Estados Unidos pela medida envolvendo Jerusalém.

A mensagem de natal do papa “para a cidade [de Roma] e para o mundo” tradicionalmente trata de diversas regiões problemáticas. Neste ano, o foco do discurso foram as crianças de diferentes países que sofrem com os “ventos da guerra” e um “modelo ultrapassado de desenvolvimento [que] continua a produzir o declínio da humanidade, da sociedade e do meio ambiente.”

Ele mencionou “aqueles cuja infância foi roubada” através do trabalho forçado, pela guerra ao serem utilizados em combate ou vítimas do tráfico de pessoas.

Fonte: Dow Jones Newswires – 25 Dezembro 2017

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