Pacientes de ortopedia lotam o Hospital de Base, que faz 30 cirurgias por dia em Porto Velho


Sucessivas cirurgias de joelhos, quadris, ombros, braços, antebraços e mãos elevam a referência da média e alta complexidade. Cirurgias de joelho (artroscopia de ligamentos cruzados e meniscos), coluna e hérnia de disco são comuns. A média é de 30 por dia, das 8h à meia-noite.

Leitos lotados não exigem maiores explicações: o trânsito segue na liderança (negativa) das enfermarias do Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho. No País, 40 mil pessoas morrem com politraumatismo, antes de chegar ao hospital.

“O HB tem leitos de retaguarda do Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II”, disse o diretor-geral, médico Nilson Paniágua.

Dos 560 leitos do HB, 140 são ocupados por pacientes ortopédicos. Em média, cada enfermaria tem 40 pacientes que permanecem internados durante todo o tempo de recuperação. Alguns passam meses até receber alta. O HB foi inaugurado pelo ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira e pelo presidente da República, João Baptista de Oliveira Figueiredo, em 1983.

Este  ano, no Hospital João Paulo II, o Programa de Cirurgias Eletivas – as que podem ser marcadas – adotado pela Direção-Geral, reduziu em pelo menos 40% a demanda do setor de ortopedia. No entanto, a clientela nessa área ainda é grande.

Uma visita às enfermarias permite concluir que situações semelhantes das vítimas de acidentes automobilísticos (motos lideram) contribuem para a estatística cada vez mais assustadora na Capital de Rondônia. Na enfermaria número 4 estão os pacientes na faixa etária de 15 a 30 anos. A nº 3 abriga vítimas de quedas, notadamente com quebra de fêmur (osso mais longo e volumoso do corpo humano), estava nessa quarta-feira com 45 pacientes.

Prontuário online instalado na sala do Ibrape

Na enfermaria nº 2 ficam pacientes de 60 a 80 anos, os que mais sofrem acidentes domésticos, fraturando a cabeça e o fêmur. A nº 1 concentra o fluxo de pacientes periféricos, em sua maioria motociclistas. Ali estavam 55 deles na quarta-feira.

O mutirão de cirurgias ortopédicas é feito pelo Centro de Especialização Adolfo Carlucci (Ibrape), contratado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) para reforçar a equipe.

FÉ NAS CAMPANHAS

“É muita gente chegando do asfalto nesse dia a dia do trânsito, e os índices de ocorrências, todos sabem, têm como forte agravante o alcoolismo. Quantos dirigem embriagados e praticam ultrapassagens em locais proibidos!”, lamentou o médico Nilson Paniágua.

Para o diretor do HB, mesmo com o mapeamento dos locais de risco, ainda se cometem vacilos. “Campanhas preventivas ajudam muito, e se elas se intensificassem, colocando na cabeça das pessoas o cuidado que devem ter para não tirar vidas, nem perder as delas, o número de acidentes certamente diminuiria”, admite.Hospital de Base_Ortopedia_09.12.15_Foto_Daiane Mendonça (18)

33 ANOS DE HB

A auxiliar de serviços de saúde,Maria Antônia Soares de Oliveira completou 33 anos de trabalho no HB. Sempre disposta a fazer o melhor, ela lembra ter ingressado nos tempos em que os prontuários eram manuscritos. Hoje o hospital está totalmente informatizado, e os prontuários ficam online.

Maria Antônia trabalha das 7h às 13h, e é vista para lá e para cá, apoiando equipes diversas em diferentes alas. Sabe exatamente onde está cada paciente e os cuidados que cada um espera merecer.

O diretor elogia a equipe médica e os servidores. “Eles são prestativos, gostam do que fazem”. Circulando pelos corredores e pelas alas mais longínquas de seu gabinete, ele cumprimenta pessoas, verifica o andamento de diversos serviços e se anima ao abrir as portas de consultórios bem limpos e perfumados. “Nem tudo são flores, temos problemas, mas cada dia é um dia, e vamos dando conta de solucionar cada situação a tempo e hora”, assinala.

 Fonte: Secom / Montezuma Cruz

Fotos: Daiane Mendonça

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