NÃO SE DEVE PERDER O FOCO


Uma crise que parece não ter fim. Todas elas acertam em cheio a nossa economia. Opiniões são muitas. Algumas, com notação claramente política e ideológica; outras, de especialistas e historiadores compromissados com a análise da causa e efeito dos fatos, fazendo seus registros para que a opinião pública ou do público a que são dirigidas surtam o efeito pretendido pelo autor.

Mas não vamos esquecer que para quase tudo existem as tão mencionadas controvérsias.

Mas sempre aprendi quando participava em treinamentos de marketing, lá se vão mais de quarenta anos, que o “brain storm” – tempestade cerebral – é um método onde todas as concepções são aproveitáveis, ainda que possam parecer pouco inteligentes, mas que no final podem despertar uma outra sequência de idéias que sempre resultam na melhor criação.

O Face também serve para isso. Postagens de especialistas, políticos, membros de classes representativas, jornalistas, estudantes, pessoas comuns, ativistas, etc enriquem nossos conhecimentos, ainda que não concordemos com algumas. Muitos até apelam para democracia…para os outros, menos quando entendem que suas opiniões estão certas, e misturam, em determinados momentos, sentimentalismos, como se a economia e a concorrência viva de sentimentalismos.

O debate mais recente é o da crise da “CARNE FRACA”. Alguns comparam o Brasil com outras economias e procedimentos em relação a fatos que poderiam serem comuns ao nosso. Temos cultura diferente e até nossa dívida externa é em dólar. Moeda vulnerável se perde diante da moeda internacional dos negócios.

A crise é grave e o Governo fala em espionagem industrial. Pode ser, no entanto, as irregularidades estão sendo comprovadas. Até entendo o exagero de parte da mídia, porém se as ações tomadas ontem e hoje, confirmarem providências rigorosas, haverá solução. O mundo precisa da carne brasileira, de excelente qualidade, e também muito barata. O Reino Unido viveu uma das suas piores crises, nos anos 80 – a crise da vaca louca – e nem isso acabou com sua economia. Nem por isso as Maldivas deixaram de receber turistas.

Aqui mesmo tivemos suspensão de exportação por um dos maiores conflitos que possam surgir no comércio internacional. A crise da Aftosa. Comissões de Organismos internacionais pertinentes estiveram aqui, comprovaram, entretanto, omissões, fatos, etc,e o Brasil respondeu com ações concretas. O Acre, por exemplo, está isento até hoje da aftosa, pela ação dos governos federal, estadual e municipal, com a participação decisiva dos empresários do setor e posterior com certificado legal de isenção.

A tensão de hoje está sendo muito mais em cima de procedimentos legais da Polícia Federal e da crise que nossa economia vem passando por má gestão administrativa. Não se trata de uma doença e aí sim, deveríamos nos preocupar mais intensamente.

Portanto, temos bons caminhos para corrigir e elogiar a ação de Polícia Federal nas investigações concretas, embora para uns não merecessem o grito, mas serve para um basta enquanto é tempo.

A mídia, por diversos interesses, também comete erros. A imprensa internacional tem seus exemplos, talvez em menor escala que a nossa. O importante é não se perder o foco em nossas riquezas e oportunidades. O resto, são sentimentos – aceitáveis, de patriotismos

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