MUITA PRETENSÃO


MUITA PRETENSÃO
Minha nossa. É muita pretensão de Sua Excelência, levantar-se da mais relevante cadeira do país para se intrometer em assuntos que não lhe dizem respeito, a não ser como simples cidadão.

Mas é assim, soltou José Dirceu, este, sim, um homem perigoso para o destino nacional, guru do ex-presidente Lula agora definitivamente considerado réu de fato e de direito pelo TSE. Ex-advogado do PT e ligado por trabalho e amizade em outros tempos a José Dirceu, jamais se declarou impedido nos julgamentos do STF que envolveram seu amigo.

Ficam estranhas se verdadeiras essas intenções porque não será ele que salvará o Brasil, a não ser usando a sua caneta no STF, mas ainda assim dependerá do pleno da Corte e outras coisas mais.

O que ele pretende com isso? Pode-se tirar muitas ilações, e deixar uma dúvida maior no futuro da nação. Esqueça isso, Sr. Ministro, é o povo quem escolherá. Quem mesmo o senhor está apoiando para Presidência da República, para ter um gesto de salvador da pátria? Só faltava essa.

O Brasil, como se sabe, um País de dimensões continentais, com imensurável riqueza natural, um povo humilde que sofre o medo da insegurança, da falta de políticas públicas exequíveis e massacrado pela corrupção, com soluções apenas nos discursos políticos e nas ricas produções de propagandas oficiais, suponho, não merece essa atitude de quem vai presidir a Corte Suprema.

Propagandas que sempre mostraram um Brasil que não existe, que o Partido a que Vossa Excelência foi vinculado, e, pelo visto, ainda defende, está deixando como herança nacional o pior exemplo de administração pública.

O que se precisa mesmo é de bons e imparciais julgadores, que sigam a risca a Carta Magna, sem idas e vindas nas suas aplicações, sem casuísmos. A vontade de Sua Excelência, em sendo verdadeiras, pode até estar eivada dos melhores propósitos ou de um oportunismo desnecessário.

Oportunismo desnecessário porquanto a maior autoridade no país, será sempre o Presidente da República e é dele que o mercado quer saber o que ele pensa.

Sua excelência pode ser um sábio em conhecimentos de Direito, porém, talvez, não saiba como funciona o mercado.
Carlos Esteves

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