Missão para Marte é adiada para 2022 por falhas em testes e coronavírus


Missão ExoMars prevista para este ano foi adiada para 2022 a fim de garantir uma viagem segura e bem-sucedida (Foto: Reprodução/ESA)

Decolagem estava prevista para julho de 2020, com chegada ao Planeta Vermelho em março de 2021. Decisão foi tomada após ponderação de agências espaciais

A missão para Marte ExoMars, organizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) e a Roscosmo, foi adiada para 2022. A decisão foi tomada para que a equipe possa realizar mais testes e garantir que a viagem seja bem-sucedida.

No último ano, o planejamento do projeto sofreu alguns transtornos depois da falha em dois testes na utilização do paraquedas. Além disso, as duas empresas reconhecem que “a fase final das atividades da ExoMars ficaram comprometidas pelo agravamento geral da situação epidemiológica nos países europeus”, fazendo referência ao Covid-19.

O objetivo principal da missão é determinar se já houve vida em Marte e entender melhor a história da água no planeta. Para isso, o rover Rosalind Franklin inclui uma broca para acessar a sub-superfície do planeta, bem como um laboratório de pesquisa de vida em miniatura mantido em uma zona ultra-limpa.

“Tomamos uma decisão difícil, mas ponderada. Isso é impulsionado principalmente pela necessidade de maximizar a robustez de todos os sistemas ExoMars, além de circunstâncias de força maior relacionadas à exacerbação da situação epidemiológica na Europa que deixou nossos especialistas sem possibilidade de prosseguir com viagens para indústrias parceiras”, disse, em nota, o General Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos, Agência Espacial Federal Russa.

O novo cronograma prevê um lançamento entre agosto e outubro de 2022. No calendário anterior, a estimativa era de que o rover decolasse em julho de 2020 e chegasse em Marte em março de 2021. “Queremos ter 100% de certeza de uma missão será bem-sucedida. Não podemos permitir margem de erro. Mais atividades de verificação garantirão uma viagem segura e os melhores resultados científicos”, afirma Jan Wörner, diretor geral da Agência Espacial Europeia.

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