Lula decide não se entregar à PF, diz jornal. PF está pronta para prende-lo caso não se entregue


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse para o jornalista Ricardo Kotscho, do jornal Folha de S.Paulo, que sua decisão era a de não se entregar para a Polícia Federal, em Curitiba (PR). Kotscho foi secretário de Imprensa do governo Lula.

O juiz Sergio Moro expediu ontem (5) uma ordem de prisão contra Lula e determinou que ele se entregasse à PF até as 17h desta sexta-feira, dia 6. Nas redes sociais, simpatizantes do petista postam frases em apoio à decisão de não se entregar: ‘resistir e lutar’.

Em entrevista para a rádio CBN, o ex-chanceler Celso Amorim disse que essa questão era uma decisão pessoal de Lula, mas que não sabia se a melhor opção era ir ‘docilmente’ para Curitiba.

Por outro lado, advogados do ex-presidente que defendem que Lula cumpra a ordem de prisão, pois temem que esse ato seja configurado como desobediência ou até mesmo um indício de tentativa de fuga.

Lula está na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, desde ontem. Ele passou à noite lá acompanhado de parentes, amigos e dirigentes políticos.

Para Kotscho, o ex-presidente afirmou que estava tranquilo, bem disposto e que já tinha feito seus exercícios matinais. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do tríplex do Guarujá (SP).

PF já está pronta para prendê-lo

Embora tenha se surpreendido com a ordem de prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal, acostumada a esse tipo de missão, passou imediatamente a monitorar Lula.

Agentes disfarçados seguiram todos os seus passos do momento em que ele encerrou o expediente no Instituto Lula, na capital paulista, e seguiu para a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo.

O carro que conduziu Lula foi acompanhado à distância segura por outro da Polícia Federal carregado de agentes. Nas cercanias do sindicato, agentes já aguardavam a chegada dele.

Se Lula, na última hora, preferir não se entregar, será preso por um grupo volumoso de agentes que já está em São Bernardo. Tropas militares da região foram postas de sobreaviso.

 

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