Julho Amarelo alerta população para prevenção de hepatites virais


No mês de conscientização sobre as hepatites virais, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) realizou o 1º Simpósio de Hepatites Virais iniciou nesta quarta-feira (3) e reuniu cerca de 200 profissionais da área médica, pesquisadores e estudantes de vários municípios do Estado, no auditório do Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, para debater e capacitar profissionais que atuam com o diagnóstico, tratamento e manejo clínico de portadores virais de hepatites. Juntamento com o simpósio, a AGEVISA realizou o abertura do lançamento da Campanha Julho Amarelo, com o objetivo de intensificar a prevenção e o controle das hepatites virais no Estado.

Até o final do mês, diferentes ações ocorrerão para mobilizar os profissionais de saúde e a população.

Em Rondônia, a campanha trabalhará a prevenção da doença e contará com webpalestras, oficinas, teste rápido para hepatites B e C, entre outras ações, em parceria com a apoio da Fiocruz.

“No primeiro dia de evento, os profissionais receberam oficinas voltadas a atualização no manejo clínico das hepatites virais. Já nos dias 4 e 5 vão receber oficinas e palestras voltados ao diagnóstico, tratamento entre outras palestras. Estamos investindo em nossos profissionais para que eles possam identificar o problema o quanto antes, e vincular este usuário ao serviço de saúde”, destacou a coordenadora estadual das hepatites virais da Agevisa/RO, Francielene Alves.

Hepatite em números

Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus das hepatites B e C e não sabem, correndo o risco de evoluírem para a doença crônica, cujas consequências mais graves são a ocorrência de cirrose ou câncer hepático. O Brasil registrou 40.198 casos novos de hepatites virais. O Boletim Epidemiológico 2018 informa que os casos da doença são maiores em homens de 20 a 39 anos.

Segundo a coordenadora estadual do núcleo de IST/AIDS e Hepatites Virais , Gilmarina Silva, em Rondônia a procura pela prevenção contra as hepatites aumentou, devido a grande oferta de vacinas e testes rápidos que possibilitam o rápido diagnóstico do problema.

“Com a oferta dos testes rápidos da hepatite B e hepatite C, nós temos encontrado novos casos. Esses são testes de triagem, logo após isso os profissionais solicitam os testes sorológicos para fazer acompanhamento e receber os devidos tratamentos”, explica Gilmarina Silva.

Sônia que participou da abertura do Simpósio, avalia o evento como de grande importância. “Pra mim que sou do interior é um pouco complexo a questão de regular um paciente com uma hepatite. E eu acredito que o simpósio vai ajudar bastante a agregar conhecimento nessa e em outras questões ligadas as hepatites virais”, concluiu a participante.

Doença silenciosa

A hepatite é a inflamação do fígado. Nem sempre as hepatites apresentam sintomas, porém os mais comuns são olhos e pele amarelados, cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômitos, dor abdominal, urina escura e fezes claras. Os tipos mais comuns são causados pelos vírus A, B e C.

A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B. Quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

As principais medidas de controle das hepatites virais de transmissão sanguínea e sexual constituem-se na adoção de medidas de prevenção como o incentivo ao uso do preservativo nas parcerias sexuais, o não compartilhamento de objetos contaminados como lâminas e seringas, por exemplo.

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