Fapero se reúne com deputados e explica investimentos do governo na melhoria da matriz genética do café


O presidente da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero), Leandro Moreira Dill, explicou ontem (16) aos integrantes da Comissão de Agropecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa (CAPR) que a Fapero se reestruturou e está pronta para destinação de R$ 4,5 milhões no fomento à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para a cafeicultura.

De olho no agronegócio, principal vocação econômica regional, a fundação lançou em dezembro de 2018 dois importantes programas de fomento para o desenvolvimento do setor produtivo. O primeiro é o Programa de Apoio a Pesquisa de Inovação Tecnológica para à Agricultura (PAP-Agritech). O outro é o Programa de Apoio à Pesquisa em Piscicultura, onde atualmente os projetos inscritos encontram-se em fase de avaliação com previsão de contratação para o mês de julho deste ano.

Cerca de onze projetos de inovação tecnológica e pesquisa foram inscritos e enquadrados para as etapas de avaliação, os projetos visam estimular maior produtividade no setor agrícola, porém, os recursos disponíveis irão contemplar apenas os cinco projetos que se destacarem nas etapas de avaliação. Em Rondônia, participam principalmente dessas modalidades de fomento instituições como a Embrapa, Unir, e Instituto Federal de Rondônia (Ifro). Na chamada para projetos de pesquisa em piscicultura foram inscritos e enquadrados 14 projetos distribuídos em dez linhas de pesquisa.

Os recursos previstos para incentivar pesquisas para o café irão financiar, prioritariamente, às atividades de caracterização agronômica e genética de clones de café nas principais regiões produtoras. O trabalho tem previsão para ser concluído em quatro anos.

A Fapero, de acordo com Leonardo Moreira Dill, criou em 2018, com base em estudos de cenários regionais, a Rede de Pesquisa Agroambiental e a Rede Estadual de Clones de Café, que atualmente estão desenvolvendo projetos nas mais diversas áreas voltadas a agricultura e meio ambiente.

Uma das vantagens apontadas  das chamadas redes é a constatação de que investimentos em pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias são melhores aplicados e garantem maior precisão na execução das pesquisas. No caso do café, o trabalho em rede irá favorecer uma melhor distribuição amostral dos clones caracterizados garantindo um mapeamento  das características dos clones produzidos em Rondônia tais como, produtividade, sanidade das espécies, resistência a pragas, qualidade da bebida, dentre outras.

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