Eucatur e Caerd estão no topo da lista dos maiores devedores da Previdência Social


Na lista das 500 empresas devedoras da Previdência Social, a Empresa União Cascavel de Transporte (Eucatur) ocupa o 18º lugar, com R$ 480.997.355,33 e a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) ocupa o 24º lugar, com R$ 433.111.701,38. A exemplo da Eucatur, outras dezenas de empresas de ônibus interestadual, turismo e transportadoras também devem.

A lista da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) circula há meses na internet e agora aparece com frequência no WhatsApp e nas caixas postais eletrônicas.

Das empresas consideradas “gigantes” aparecem entre os devedores o Bradesco, a Caixa Econômica Federal, o Marfrig, JBS [dona de marcas como Friboi e Swift] e Vale.

Deixaram de ser recolhidos ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)  R$ 426 bilhões.

O valor da dívida equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016. Esses números, levantados pela PGFN não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer.

“O governo fala muito de déficit na Previdência, mas não leva em conta que o problema da inadimplência e do não repasse das contribuições previdenciárias ajudam a aumentá-lo. As contribuições não pagas ou questionadas na Justiça deveriam ser consideradas [na reforma]”, afirma Achilles Frias, presidente do Sindicado dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

A maior parte dessa dívida está concentrada na mão de poucas empresas que estão ativas. Somente 3% das companhias respondem por mais de 63% da dívida previdenciária. A procuradoria estudou e classificou essas 32.224 empresas que mais devem, e constatou que apenas 18% são extintas. A grande maioria, ou 82%, são ativas.

Apesar da maior parte das empresas devedoras estarem na ativa, no topo da lista há também grandes companhias falidas há anos, entre elas, as aéreas Varig e Vasp. Por isso, nem toda a dívida pode ser recuperada.

É provável que quase 60% do valor devido nunca chegue aos cofres do INSS – ou porque são de empresas falidas, em processo de falência, tradicionais sonegadoras ou laranjas.

Apenas R$ 10,3 bilhões (4% do montante da dívida) têm alta probabilidade de recuperação, segundo estudo da procuradoria divulgado em março do ano passado.

Do classificado à época, referente à R$ 375 bilhões de dívidas, constatou-se que 38% têm média chance de recuperação; 28% tem baixa chance e 30% tem chances remotas.

Fonte: ExpressãoRondônia

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