Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores


A vida é uma locomotiva e nós, os seus passageiros, distribuídos em vagões que se interligam. Em cada estação, pessoas que embarcam e desembarcam em busca de seus destinos.

Todos nós, em algum momento, sentimo-nos passageiros desse trem. Da janela, vemos a vida passar, e enquanto contemplamos a paisagem, escolhemos ficar até o fim da linha ou desembarcamos em alguma estação.

Vemos descer amigos e amores, enquanto desconhecidos entram pela porta do nosso vagão. Ou somos nós a deixar para trás a velha locomotiva, em busca de outro rumo.

Nossas escolhas nos levam a cada estação no instante oportuno em que se abre a porta de um novo vagão, ao convite de uma nova experiência, circunstância útil ao amadurecimento e à construção de mais um capítulo da nossa história.

Não somos os mesmos a cada desembarque, porque deixamos um pouco de nós e levamos outro bocado dos que ficam.

Quando a viagem chega ao fim, aquele ciclo de aprendizagem se encerra. Não importa o quanto dure, mas a forma e a intensidade como nos relacionamos, deixando ficar a nossa melhor parte, com a mesma dignidade com que guardamos o lado bom dos que seguiram no trem, quando saltamos em alguma estação, movidos pelas inquietudes do nosso coração.

Certezas não regem as nossas escolhas, elas não existem, o que nos impulsiona é a necessidade de ser feliz.

Só devemos nos arrepender da atitude não tomada, dos riscos que não corremos numa iminente felicidade. É essa busca que nos mantém vivos, no sentido mais amplo da palavra.

Estamos aqui, no trem da vida, errando e aprendendo, por um objetivo maior: tornarmo-nos pessoas melhores.

Que da janela do vagão de todos nós, o Sol brilhe radiante a cada estação.

Fonte: Cris Grangeiro

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