Emoções, emoções. Derrota anunciada.


Parecia mesmo um jogo de Copa do Mundo. A torcida era grande. Mas os times eram da própria casa.

Agressões verbais, acusações ao árbitro o chamando de ladrão, cusparadas, histerismos, fanatismos e muitas homenagens às mães, filhos e netos. Em alguns momentos parecia também uma competição de amor familiar. E esqueciam o básico que era o motivo pelo qual se admitia o impedimento da Presidente Dilma. Porém, entre, mortos e feridos, escaparam todos, como dizia um torcedor irônico.

E o resultado veio, como queria a grande torcida brasileira, cansada das inoperâncias do técnico, das suas promessas de vitória, e das mentiras. Do lado de fora do estádio, os que não puderam entrar aguardavam com a mesma ansiedade.

Caindo na real, concebe-se que a Presidente Dilma sempre esteve assessorada por quem não entende de política, a não ser de política sindical (orientada pelo seu carismático mentor), lugar onde ficam mais à vontade. O sindicalismo é preparado para a luta, para agressões desnecessárias, movimentos neutralizadores de ações do seu adversário, enfim, mentem um pouco, mas seus filiados adoram, e, quase sempre, atingem objetivos. São eficientes.

Na política, um zero à esquerda. O PT sempre foi um partido composto por muitos interessados em crescer rapidamente, inclusive, abastecendo cofres pessoais aqui e alhures. Mas até hoje, como ficou mostrado, são amadores. Para exercer mandatos tiveram que comprar votos, usar instituições públicas e até mesmo tentaram atravessar o atlântico para ocupar cargos em organismos internacionais.

Mas têm sido ruins na administração do país. Ampliaram programas sociais de antecessores, deram amplitude em algumas políticas públicas mas não conseguiram concluir objetivos. Pensaram sempre em atingir o alvo, nunca conseguiram. Foi sempre necessário, pelo que se vê nas investigações do mensalão e do petrolão, uma mala de dinheiro, para atingir fins, que para seus dirigentes, não importava os meios.

Não se engana todos, todo o tempo, já dizia o pensador. Um dia isso acaba. E parece que o Brasil vê esse momento. Como dizia a cultura política tradicional, nem Ademar de Barros, médico, aviador, empresário e governador de São Paulo, prefeito, interventor federal e que por duas vezes governou o maior estado brasileiro, São Paulo, “roubava mas fazia ”, como se dizia na política paulista. Homem culto, poliglota, completou importantes realizações no Estado de São Paulo. Pintou e bordou, confiscou jornal, foi cassado e foi morrer em Paris. Mas fez muito por São Paulo.

A São Paulo de hoje deu o recado pela sua população, que em suas origens cresceu pelo trabalho da imigração europeia e nordestina, principalmente. Ali se teve manifestações (as maiores de Brasil) que foram carro-chefe no “bota fora” Dilma.

Lula e Dilma até conseguiram realizar alguma coisa, mas não completaram o que fizeram. Dominados pela corrupção, o resultado apareceu. Uma derrota anunciada.

 

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