EM ÉPOCA DE CORONA, O MAIOR MEDO É O DA GLOBALIZAÇÃO


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EM ÉPOCA DE CORONA, O MAIOR MEDO É O DA GLOBALIZAÇÃO

Não sou especialista em saúde pública, longe disso. Busco uma compreensão deste episódio recente baseando-se no que a História tem nos mostrado. Desde que o homem se instituiu como ser histórico, as epidemias se destacam como grandes causadores de mortandade, a saber, a Peste Negra, no século XIV dizimou cerca de um terço da população europeia; a gripe espanhola que a partir de 1918 ceifou cerca de 100 milhões de vidas, algo que na época, correspondia a 5% da população mundial.

Atualmente temos doenças bem mais letais que o Corona, apesar da proliferação rápida, especialistas apontam que o número de mortes por coronavírus é inferior ao registrado por outros vírus. O “Sars” chegou a cerca de 10% de mortes, enquanto o “Mers” levou a óbito por volta de 35% dos infectados no Oriente Médio. O atual coronavírus tem uma capacidade muito menor até o momento, cerca de 3%.

O vírus Corona já é conhecido pela ciência e, assim como a gripe influenza, uma vacina não chega a ser difícil. Então, como se explica tamanho pavor e frisson nos meios de comunicação? As dimensões do coronavírus são imprevisíveis e sem precedentes de onde podem parar. O rompimento de barreiras se espalhando por todos os continentes, afetando de forma significativa a economia mundial com a crise que se instalou na China; inclusive o G-7, o grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo, está unido na busca de uma forma de combater essa doença. A propagação se deu de forma impressionante.

Os setores de maior impacto até então foram o de exportações, devido às consolidadas relações com a China e demais países asiáticos, atreladas à globalização, e o de saúde, diante da possibilidade de chegada do vírus ao Brasil, com a permanência de receita inalterada. No contexto americano, quedas foram notadas em empresas do setor turístico e hotelaria. A Economia é intrinsecamente sensível a movimentos globais. Eventos em saúde podem influenciar os movimentos de mercado financeiro, dado o peso de empresas associadas às bolsas mundiais que se enquadram nesse setor tão perene. Sem contar nos demais setores que acabam influenciando conjuntamente: transportes, exportações, materiais básicos, etc.

De maneira simplória, entendo esta situação como uma “onda”, assim como já vivenciamos várias outras. Também entendo que o marketing está sendo bem pior que o próprio vírus, há um clima de pânico mundial que não reflete a realidade, emissoras dispensam grande parte de sua programação para divulgar a disseminação desta doença, tantas outras matam bem mais. O maior medo não é a problemática da saúde, dela resolvemos, o maior medo, sem dúvidas é o colapso econômico mundial.

Em todo caso, uma boa higiene corporal e bons hábitos de convivência social sempre ajuda.

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