ELE QUER SER UM ÍCONE MUNDIAL


Talvez desfrutasse de suas razões, motivos e justificativas se não tivesse destoado dos seus declarados propósitos, para se tornar um dos grandes ícones da história brasileira no contexto das nações.

Proclamou a paz, e combate a fome. Começou com um programa chamado Fome Zero, que substituiria o programa Comunidade Solidária, instituído no governo do Presidente Fernando Henrique. Na verdade, aperfeiçoou projetos, retirando opositores da autoria original. O Fome Zero não deu certo – embora com objetivos nobres -, a burocracia do governo criou formas de ressarcimentos para quem não tinha poder aquisitivo.

Mas, reconheça-se, o programa foi substituído por outros, com êxito no Bolsa Família, por exemplo, pelo qual o cidadão seria dono de sua vontade ao receber valores para aquisição dos alimentos de sua preferência.

Fez no seu primeiro governo, um governo de esperanças. Carismático, envolvia o cidadão com discursos maravilhosos aos seus gestos, de carinho com a população pobre, principalmente. Mostrou sua inteligente oratória, embora sem cultura acadêmica. Dizia que jamais gostou de ler qualquer escrito. Mas dava o recado na forma como o povo queria ouvir.

Foi preconceituoso quando transferiu responsabilidades aos “olhos azuis”, durante encontro na Inglaterra, quando afirmou, referindo-se a problemas financeiros mundiais: “a crise foi causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes pareciam saber de tudo, e, agora, demonstram não saber de nada”.

Esqueceu até que sua própria mulher tinha olhos azuis. Agia como um destabocado, as vezes, brincalhão. Desbocado, quando estava com raiva. E continua. Criticava os Estados Unidos, mas foi chamado de “o cara”, pelo ex-presidente americano, Obama.

Adepto da propaganda, ele começou a se tornar muito mais arrogante, e gastando mais recursos nessa conta orçamentária, com seus marqueteiros e suas empresas, hoje também seus delatores. Colocou o país em destaque como chefe de um Governo que combateu a miséria no Brasil. Certo, poucos chegaram a tanto. Por esse trabalho recebeu respeito da comunidade internacional. E foi objeto de muitos títulos (alguns questionáveis), como um importante líder de atos efetivos para a inclusão social.

Títulos de honra foram-lhe concedidos pelas principais Universidades do Mundo e outras merrecas. Todavia, somaram uma lista incomum dessas homenagens até mesmo para renomados cientistas e descobridores de importantes vacinas de combate as mais variadas doenças no mundo.

A força das ONG’s e, muitos supõem, com interferência de algumas grandes empresas e líderes de esquerdas em muitas universidades estrangeiras, teriam influído

A economia seguiu forte, com alguns programas inconsequentes, mas que atenderam anseios da sociedade. Na verdade, essa busca acelerada de um bom governo parecia ser muito mais para uma reeleição do que para resolver os problemas da economia brasileira.

Não soube aproveitar os bons momentos da economia e seus Ministros das áreas afins, sem visão estratégica, esqueceram dos riscos e incertezas.

A “bolha” na economia americana afetou os mercados, e o Brasil, sem planos Bs, começou a discretamente cair ladeira abaixo. Seus auxiliares confiavam que o Brasil estava no caminho certo. Não estava. Resolveu colocar no poder, assegurado pelo seu carisma político, uma pessoa sem a mínima qualificação para ser a a próxima Presidente da República. Ele sabia quem estava indicando. Ele queria uma base para o futuro. Escolheu Assessorias, deu pitacos no Governo, e depois começou a criticar sua indicada quando viu que o barco começava a afundar.

Porém, ah, os “poréms”, tudo poderia ser compreendido, com sua imagem fortalecida pela sua mais forte argumentação que lhe assegurou o respeito das nações: a inclusão social. Mas como afirmou o desembargador ao relatar seu voto, “o poder o corrompeu”.

O resultado estamos vendo, e ainda está no princípio. O ex-presidente já quis se comparar a Getúlio Vargas, no exercício de sua conhecida megalomania. Agora, volta a se comparar com outros líderes, acreditando que se sente igual ao guia africano Nelson Mandela, que foi preso e depois voltou para provar sua grande liderança em defesa do povo pobre e contra a segregação. Talvez pela peculiar ignorância de Lula.Mandela era um advogado, um homem independente, que não tinha assessoria dos “sábios” da esquerda fajuta. Conhecia a Lei, e não era estabanado. Agia com a razão. E como se não bastasse sua ignorância histórica, Lula também fez referências a Tiradentes, com mesmos objetivos “culturais” e ignorantes. Ao fazer essas afirmações absurdas e despropositadas, após o acolhimento por unanimidade da sentença do Juiz Sérgio Moro, e as véspera de uma viagem a Etiópia, por conta do Estado, a justiça acordou mais uma vez.

Confiscou-lhe o passaporte.

Alguém precisa dizer ao ex-presidente, que está muito difícil ele se transformar no ícone que procura. Simples. Os motivos que levaram a prisão e sacrifícios dos históricos líderes que ele mencionou, o foram por outras razões. Motivos realmente políticos, ideológicos. Mandela, por exemplo, retornou por concepções determinadas por quem realmente queria o bem do seu país e dos cidadãos do mundo, mas para o ex-presidente, com tristeza, entende-se muito bem que os seus motivos são outros e graves: as denúncias que o envolvem em corrupção, uma já homologada por uma sentença e com recursos denegados pela instancia imediatamente superior e outras em tramitação. E é assim que ele está posto no noticiário internacional.

Querer transformar sua punição em perseguição política é um grande equívoco, para sermos respeitoso com um ex-presidente, que não obedeceu seus próprios desígnios. Ele se aproxima de se tornar um outro tipo de ícone na comunidade internacional onde a esquerda internacional já tem exemplos de outros ícones. Sinceramente, não era esse o fim que muitos brasileiros de várias linhas ideológicas desejaram, até provas formais no âmbito da justiça brasileira.

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