Educação Nossa de Cada Dia


Educação Nossa de Cada Diaeducação

Sou professor há 20 anos, tenho vivenciado uma crise institucional pela qual passa a educação no Brasil sem precedentes, é simplesmente alarmante. Seguidamente os governantes tentam criar formas e fórmulas mirabolantes para o desenvolvimento da educação no país. São programas de formação em massa aos professores, estímulos à promoção seriada, “autonomia” do discente, enfim, programas que de modo geral, não resistem ao período mandatário. Como falava minha professora Toinha, “mania de querer criar o ovo”. Muitos modelos educacionais de sucesso existem em vários países, não copiamos. Preferimos manter o falido sistema do “ cada um por si” que prevalece entre as estruturas federal, estadual e municipal.

Os dados do Enem 2017 são preocupantes. O desempenho dos estudantes piorou em alguns aspectos em relação ao ano de 2016. Entre as pioras uma queda de 7% no desempenho em matemática e o mais terrível de tudo. Mais de 500 mil tiraram nota zero em redação, ou seja, quase 10% dos estudantes que fizeram o Enem. Estes estudantes perdem a chance de entrarem na universidade neste ano por causa da nota zero em redação.

Números divulgados nesta quinta-feira (30/08) sobre o desempenho de estudantes brasileiros em ciências, leitura e matemática mostraram o que as avaliações nacionais já haviam sinalizado. A qualidade educação do país é ruim, tem piorado a cada ano e urge melhorias em toda a cadeia educacional.

Divulgado recentemente, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2017 também mostrou que a “nota” da educação no Brasil continua abaixo do esperado, principalmente nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), os dados mostram que nenhum estado brasileiro atingiu a meta par ao ensino médio, os resultados são estarrecedores e frustrantes, especialmente para quem trabalha e convive com a educação. Como explicar tamanho fracasso?

Isso tudo é reflexo do que? O Brasil diz que está investindo cada vez mais em educação, mas cadê a melhora?

Se perguntarmos a um jovem que está cursando o ensino médio qual é a profissão que ele deseja ter, dificilmente ouviremos que ele pretende ser professor. Isso é o reflexo da situação precária da educação brasileira. Onde um professor precisa trabalhar em três turnos para conseguir um salário razoável e em consequência não tem tempo para preparar aulas, corrigir provas e trabalhos. Por este motivo faltam professores qualificados nas escolas, onde ainda existem muitos professores em sala de aula que não possuem um curso superior. Sobra boa vontade, mas falta qualificação.

 A fórmula do fracasso chega a ser simplória: Falta de estrutura + falta de qualificação + falta de investimento = alunos com baixo rendimento escolar.

Já a fórmula do sucesso talvez fuja de questões estruturais, requer VONTADE POLÍTICA, querer realmente mudar.

Prof. Célio Leandro da Silva

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