Educação indígena de Rondônia cresce; governo investe em formação de professores


O governo de Rondônia investiu na formação de professores indígenas, com o objetivo de fortalecer a educação dos seus povos.

Em Cacoal, das 39 instituições da rede estadual de ensino, 11 são escolas indígenas. E o Estado vem se destacando nos últimos anos com a valorização da sua diversidade étnica e cultural, e na educação isso não seria diferente.

As 11 escolas indígenas de Cacoal contam com um quadro de 40 professores, dos quais 29 são indígenas. “Estes professores são concursados. Foi a primeira vez na história de Rondônia que foi feito um concurso específico para contratação de professores indígenas”, destacou a coordenadora regional de educação de Cacoal, Fátima Gavioli.

As escolas estão distribuídas em diversas aldeias na região de Cacoal, que tem como principais povos indígenas os Paiter Suruis e os Cinta-Largas.

EDUCADOR NOTA 10

Entre os 29 professores indígenas contratados, está o professor de geografia Luiz Weymilawa Suruí, que em 2016 conquistou o Prêmio Nacional Educador Nota 10, com o trabalho intitulado “Lap Gup: nossa casa, nosso lar”. Luiz Weymilawa Suruí é professor da Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental Sertanista José do Carmo Santana, localizada em Cacoal. Ele concorreu com outros 4.199 professores de todo o País.

O projeto desenvolvido pelo professor indígena, que lhe concedeu o título de “Educador Nota 10 tinha, como objetivo propiciar que o professor estudasse junto com seus alunos o lugar e a territorialidade do seu povo, os Paiter-Suruí.

O projeto desenvolvido em sala de aula resultou na construção de um museu, dentro da aldeia G̃apg̃ir, do povo Surui.

INDIO

A partir daí, surgiu a ideia de construir uma casa tradicional dos Paiter para que os alunos pudessem compreender melhor como viviam seus ancestrais, antes do contato com os brancos. O projeto propiciou a compreensão do domínio das relações de sociabilidade, da cultura material e imaterial e do etnoconhecimento Paiter. O Lap Gup é o lugar de relações fundamentais da vida doméstica presente entre os Paiter. Com este projeto, os alunos puderam aprender com os mais velhos como se constrói o Lap Gup e sua importância etnogeográfica.

Ao ser selecionado entre os Educadores Nota 10, o professor de geografia, Luiz Suruí, colocou a educação indígena do estado em destaque e falou da importância do reconhecimento. “Como indígena e professor é muito significativo para mim ser reconhecido em meio a tantos profissionais de todos os estados brasileiros. Estar entre os 10 vencedores do Prêmio Educador Nota 10 só mostra que o povo Paiter resiste e luta por uma educação de qualidade”, disse Luiz Weymilawa Suruí.

O Prêmio Educador Nota 10 é organizado pela Fundação Victor Civita, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Em 19 anos foram premiados 201 educadores, entre professores e gestores escolares. A premiação tem como objetivo valorizar o trabalho docente e disseminar projetos pedagógicos de sucesso em todo o Brasil. Entre os 10 finalistas do Prêmio Educador Nota 10, Em 2016, o professor Luiz Weymilawa Suruí ficou na segunda colocação.

Fonte: Assessoria/Redação

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