Dilma Rousseff também é alvo de investigação sobre pagamentos da JBS a senadores do MDB


A ex-presidente Dilma Rousseff Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

A ex-presidente foi intimada, nesta terça-feira, a prestar esclarecimentos sobre o caso.

A ex-presidente Dilma Rousseff também está entre os alvos da investigação aberta pela Polícia Federal para apurar supostos repasses de propina da JBS para senadores e ex-senadores do PMDB na campanha eleitoral de 2014. A ex-presidente foi intimada, na manhã desta terça-feira, a prestar esclarecimentos sobre o caso. Um delegado foi até a residência de Dilma em Porto Alegre e entregou a intimação a ex-presidente.

O delegado apresentou o documento sem dar maiores explicações sobre o conteúdo da investigação. Dilma, que acordou com a chegada do policial, assinou a intimação. Não está claro, no entanto, se houve ou não definição de data para o interrogatório. A intenção da polícia era ouvir a ex-presidente, senadores e ex-senadores ainda hoje. Mas alguns alegaram dificuldades de agenda e pediram remarcação para datas posteriores.

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A Polícia Federal investiga supostos repasses de aproximadamente R$ 40 milhões para senadores e ex-senadores do PMDB durante a campanha de 2014. O dinheiro seria uma forma de consolidar o compromisso do grupo com a campanha que levou à reeleição da ex-presidente. Procurada pelo GLOBO, a ex-presidente confirmou, por intermédio de sua assessoria, a intimação. Mas não quis dar declarações porque não conhece o conteúdo das acusações em apuração pela polícia.

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Entre outros alvos da operação está os senadores Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA) e o ex-senador Vital do Rego (PB) hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

As investigações tiveram origem na delação de executivos da J&F, controladora da JBS  . Os senadores teriam recebido recursos da empresa durante a campanha de 2014. Os pedidos de busca foram feitos pela Procuradoria-Geral da República e autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin determinou que polícia e ministério público mantenham a operação em sigilo.

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