Dia Nacional de combate ao fumo reforça perigos da prática


O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Criado em 1986, pela Lei Federal 7.488, o Dia Nacional de Combate ao Fumo inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

Para as ações de 2019, o tema escolhido foi Tabaco ou saúde pulmonar – o uso do narguilé a fim de advertir a população brasileira sobre os riscos de doenças pulmonares oriundas do consumo de tabaco e de seus produtos derivados, incluindo o narguilé.

Em Porto Velho um seminário, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde em parcerias com faculdades da capital, marcou este dia com foco em qualificar ainda mais os profissionais da saúde para ajudar a população fumante. O evento foi aberto ao público durante todo o dia com palestras, ministradas por palestrantes especializados em cuidar da saúde de fumantes.

Nos últimos 12 anos o Brasil registou uma queda no número de fumantes de 40%.

Em Porto Velho, em 2006 o número de fumantes eram de 13% e em 2017 esse número caiu para 8,5%, segundo o última pesquisa da Vigetel, realizada pelo Ministério da Saúde.

Este é um importante alerta já que, no ano de 2008, a Pesquisa Especial sobre Tabagismo (Petab) mostrou que Brasil tinha, à época, quase 300 mil consumidores do cachimbo de origem oriental.

O narguilé possui uma característica peculiar: um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente. Tal fato reforça o seu aspecto de socialização, algo muito atraente, especialmente para os jovens. Além disso, há a falsa sensação de que o narguilé, por ser usado com água, não causa mal à saúde.

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo ano no Brasil, em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial.

Reconhecido pela OMS como uma doença epidêmica que leva a dependência física, psicológica e também comportamental, o tabagismo se assemelha ao uso de drogas como a cocaína e está relacionado a mais de 50 tipos de doenças. Além disso, 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração, 85% das mortes por bronquite e enfisema, e 25% das mortes por derrame cerebral, são decorrentes do uso prolongado da nicotina.

Apesar de o cigarro ser o primeiro da lista quando se pensa em tabaco, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), todos os derivados dessa planta, que podem ser usados nas formas de inalação (cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha), aspiração (rapé) e mastigação (fumo-de-rolo), são nocivos à saúde.

Fonte: REDAÇÃO FV/ INCA/ Ministério da Saúde/ OMS

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