Desemprego sobe a 11,6% em julho e Brasil tem quase 12 milhões de pessoas sem carteira assinada, diz Pnad


A taxa de desocupação bateu novo recorde no trimestre encerrado em julho deste ano. Com uma alta de 0,4 ponto percentual do trimestre anterior (fevereiro a abril), a taxa de desemprego bateu 11,6% no trimestre terminado em julho deste ano, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo IBGE.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2015, quando a taxa estava em 8,6%, o desemprego subiu 3,0 pontos percentuais, o que significa um aumento de 3,2 milhões de pessoas desempregadas em apenas um ano.

No total, a população desocupada chega a 11,8 milhões. Este é o pior resultado da série histórica da Pnad, iniciada no primeiro trimestre de 2012. Isso se deve ao aumento do número de pessoas que estavam fora do mercado de trabalho e agora procuram emprego. O período também foi de demissões: em relação ao trimestre anterior, 146 mil pessoas perderam seus empregos e, em relação a um ano, mais de 1,7 milhão de pessoas perderam seus postos.

Com a queda no número de empregados, o rendimento médio real dos trabalhadores também diminuiu. Frente ao trimestre móvel anterior, o rendimento passou de R$ 1.997 para R$ 1.985. Um ano atrás, quando estava em R$ 2.048, o declínio foi de 3%.

Fonte: AgenciaBrasil

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