Definido planejamento para abate de búfalos da fazenda Pau D’Óleo em Costa Marques


O governo de Rondônia deflagrou processo para iniciar o abate de búfalos na fazenda Pau D’Óleo com a definição de ajuste na legislação vigente. O governador Confúcio Moura autorizou as providências para controlar as o rebanho, que é composto por aproximadamente 6 mil animais e vive sem controle na região, provocando danos ambientais.

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam)e a Agência de Defesa Sanitária Agrossilvo Pastoril de Rondônia (Idaron) ficaram responsáveis pelos detalhes legais que precisam se adotados antes do início do abate dos animais.

O secretário Vilson Salles Machado, da Sedam, e Anselmo de Jesus, presidente da Idaron, apresentaram relatório ao governador Confúcio Moura em que apontaram as demandas relacionadas a pessoal, transporte e condições para o abate dos animais.

Eles também indicaram a necessidade de obras permanentes para manutenção da estrada de acesso à fazenda Pau D’Óleo, que está localizada na Reserva Biológica do Guaporé, município de Costa Marques.

FRIGORÍFICO

No relatório apresentado, consta que um frigorífico instalado no município de São Francisco do Guaporé manifestou interesse em fazer o abate dos búfalos.

Os animais serão capturados e, antes do abate, passarão por quarentena para as avaliação sanitária. “É um cuidado importante, que precisa ser adotado”, disse o diretor executivo da Idaron, Avenilson Trindade.

Ele estima que há 6 mil cabeças de búfalos na região, mas esclarece que não há nenhum levantamento mais preciso, uma vez que os animais estão espalhados por área muito extensa e são ariscos.

O abate, segundo Avenilson, vai contribuir para a recomposição ambiental da fazenda e, ao mesmo tempo, atenderá as necessidades de controle sanitário, uma vez que os animais não são vacinados.

ÚNICO

Vilson Salles, secretário da Sedam, destacou que a existência do rebanho bubalino na fazenda Pau D’Óleo é um caso único no mundo e que não há registros que se assemelhem.

Confúcio Moura considera fundamental que o processo seja agilizado, mas que cumpra todo o protocolo que assegure o tratamento correto do abate. Ele deu ênfase às ameaças que os búfalos oferecem ao ambiente. Também é certo, segundo ele, que ocorre abate ilegal dos animais.

Os búfalos da fazenda Pau D’Óleo vieram da Ilha de Marajó, na década de 50, e deveriam ser mantidos sob controle. Inicialment, eram pouco mais de 100 cabeças. Serviriam para o abastecimento de carne na região. Entretanto, o rebanho foi abandonado, tornou-se selvagem novamente e proliferou sem controle.

Atualmente, deslocam-se em busca de alimento e destroem fauna e flora, conforme levantamentos feitos por órgãos de defesa ambiental. A retomada do controle do rebanho vem sendo debatida há décadas.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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