Como a Huawei pode se tornar a nova Samsung


A Samsung tem se mantido na liderança do mercado global de smartphones pela maior parte dos últimos sete anos. Mas, nos últimos tempos, o seu reinado vem sendo ameaçado por uma marca pouco conhecida no Brasil: a Huawei.

A Huawei é a segunda maior vendedora de smartphones do mundo, desde que ultrapassou a Apple em agosto. Seus produtos são poderosos, nem sempre são muito baratos e são vendidos principalmente na China e partes da Europa.

A Huawei chegou a vender smartphones no Brasil durante algum tempo, mas saiu após uma participação tímida no mercado. No último trimestre, a empresa viu seu volume de vendas aumentar e o da rival Samsung diminuir, o que só inflama a competição.

Seria a Huawei a nova Samsung? Há quem aposte que sim. Mas para responder a esta pergunta, é preciso dar uma olhada no histórico da coreana e ver como ela chegou ao topo, além de observar o caminho que a chinesa vem trilhando e suas conquistas até aqui.

Foi em outubro de 2011 que a Samsung assumiu a liderança do mercado de smartphones segundo estimativas de agências como IDC. Até então, a principal concorrente era a Apple, cujo iPhone pautava boa parte das ideias do mercado em busca de celulares inteligentes.

A Huawei já era uma gigante das telecomunicações na China em 2004, quando lançou seu primeiro celular, anos antes do iPhone mudar o mercado. O primeiro aparelho Android só chegou em 2009. E foi só em 2012 que ela chegou ao terceiro lugar no ranking da IDC, com 10 milhões de dispositivos vendidos no quarto trimestre.

Desde então, a Samsung cresceu apostando na diversificação do portfólio. A marca vende produtos nas mais diversas faixas de preço e variações de especificação: a linha Galaxy J é de entrada e possui os preços mais acessíveis, seguida pela linha Galaxy A de intermediários e a Galaxy S de tops de linha.

Já a Huawei foca nas linhas P, Y e Mate, ocasionalmente lançando um produto da linha Nova. Todos eles são de aparelhos intermediários ou top de linha, com recursos de última geração e preços um pouco mais salgados. Mas a Huawei também é dona da marca Honor, que opera de forma separada e aposta em produtos mais acessíveis.

A Samsung se popularizou vendendo smartphones de entrada, pulverizando a marca e colocando celulares nas mãos do maior número possível de pessoas ao redor do mundo. Já a Huawei apostou no seu próprio quintal, a China e seus mais de 1,3 bilhão de habitantes, enquanto chamava a atenção do resto do mundo com produtos de tecnologia de ponta.

Se por um lado a Samsung foi pioneira no uso de “telas infinitas”, curvando as bordas do Galaxy S6 e expandindo o display no Galaxy S7, a Huawei, por sua vez, foi uma das primeiras a colocar até seis câmeras em um mesmo smartphone para tirar fotos mais impressionantes do que qualquer concorrente.

Para o futuro próximo, as duas asiáticas têm ambições semelhantes: telas dobráveis e 5G. A Huawei já declarou que quer tomar o primeiro lugar do mercado em breve, enquanto a Samsung tem colocado cada vez mais recursos nos aparelhos mais baratos para impulsionar a estratégia de democratização do smartphone.

Com estes objetivos em mente, a estratégia da Huawei parece ser a de continuar sua expansão internacional (há possibilidade de retorno ao Brasil) e atacar a rival onde ela é dominante, sem perder de vista o consumidor chinês responsável por colocá-la acima da Apple. Cabe à Samsung defender seu título e mudar a trajetória atual. Porque neste ritmo, o jogo pode virar em breve.

Fonte: OlharDigital

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