Coleta seletiva de lixo em Porto Velho inicia por condomínios


Os conjuntos residenciais Vilas do Madeira I e II e Veredas do Madeira são os primeiros de Porto Velho a terem implantados a coleta seletiva de lixo. O novo sistema de coleta de resíduos sólidos já iniciou  e nos próximos meses a intenção  é expandir o programa para outros condomínios entre eles o Edifício Cujubim, Residencial Volpi, Condomínio Santa Bárbara, Bosque do Madeira e Total Ville I e II.
A coordenadora do programa, Hellen Duarte, da Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), explicou que nessa primeira etapa a prefeitura implantará a coleta seletiva nos condomínios, usando mão de uma lei municipal, que obriga os conjuntos residenciais a utilizarem a coleta seletiva. “A existência dessa lei facilitou o início da implantação do programa. Mas a intenção do prefeito Mauro Nazif é expandir a coleta seletiva para os bairros também, mas para isso, há a necessidade da assinatura de um convênio com cooperativas ou associações de catadores de resíduos sólidos. Por isso que o trabalho, por enquanto, será realizado nos condomínios”, adianta a coordenadora.
Forum_lixo_800px05 - CópiaAtualmente em Porto Velho existem três entidades que trabalham com resíduos sólidos, a  Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Rua de Porto Velho (Asprovel), Associação de Catadores de Materiais Reciclados de Rondônia — Unidos pela Vida e a Associação Cata Norte. Das três, por enquanto, só a Unidos pela Vida está toda legalizada e tem um centro de triagem.
Enquanto o convênio não é assinado, e como forma alternativa de trabalhar a inclusão sócio produtiva dos catadores, a coleta seletiva nos condomínios é feita pela Marquise que leva o material recolhido para o centro de triagem da associação. “Essa foi a medida encontrada para que os catadores tenham uma fonte de renda enquanto o convênio não é finalizado”, explica a coordenadora.
Nos condomínios, uma equipe da Semusb e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) trabalha a parte da educação ambiental para que os moradores saibam como separar o lixo a ser reciclado. A conscientização é feita por meio de fólderes e palestras realizadas em assembleias com os moradores. A coleta é feita todas as terças-feiras, a partir das 14h. “No momento, ainda estamos encontrando dificuldades com relação a segregação desse material. O lixo ainda vem mistura. Na primeira coleta, apenas quinze por cento do lixo estava separado corretamente”, explicou.
Para que a coleta seletiva dê certo, Ellen Duarte afirma que é preciso seguir algumas orientações como separar o material a ser reciclado e colocado para coleta para que possa ser recolhido no dia programado. O óleo de cozinha deve ser separado em garrafas pet para reaproveitamento na fabricação de sabão ecológico fabricado pelos catadores. “Mas é preciso também, prestar atenção onde acondicionar esse resíduo sólido. O lixo seco, por exemplo, aquele que pode ser reaproveitado como metais, papéis, plásticos, vidros e embalagens devem ser colocados num saco azul. Já o lixo úmido, que não vai para reciclagem, como papéis e plásticos engordurados, papel higiênico e fraldas, deve ser acondicionado em sacos plásticos pretos e entregues para a coleta normal da prefeitura”, explica.

Texto  Joel Elias | Fotos  Semusb

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