Cirurgia de Bolsonaro termina após 5 horas; presidente tem quadro estável


Bolsonaro anda pela Esplanada dos Ministérios para cumprimentar o público presente no desfile de 7 de Setembro, em BrasíliaImagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Segundo o boletim médico divulgado pelo porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros, o quadro do presidente é estável. Bolsonaro fará a recuperação em um apartamento no hospital e deve ter alta em cinco dias. As visitas serão restritas.

A cirurgia começou por volta das 7h35 no hospital de alto padrão na zona sul da capital paulista. O presidente deverá passar mais uma hora de repouso pós-operatório.

O procedimento utilizado foi a herniorrafia incisional com implantação de tela de reforço. O médico Antonio Luiz Macedo informou que Bolsonaro deve iniciar uma dieta líquida a partir de amanhã. No prazo de uma semana a dez dias, o presidente estará liberado para viagens.

A família acompanhou a cirurgia de uma sala ao lado do centro cirúrgico, com ampla visão para o local da operação.

Nesse próximo cinco dias, o vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), assume a presidência. “A estrutura do hospital é excepcional, nós temos condições de proporcionar ao presidente o despacho normal”, informou Rêgo ao ser questionado se o presidente poderia despachar do local.

O objetivo da operação era corrigir uma hérnia decorrente de sucessivos procedimentos invasivos na região abdominal. Considerada de média complexidade, a cirurgia já era esperada pela equipe médica.

O procedimento foi comandado por Macedo, cirurgião responsável pelas duas operações anteriores do presidente, para instalação e remoção da bolsa de colostomia, que ele usou após a facada, no dia 6 de setembro do ano passado, durante um ato de campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Ao todo, desde o incidente, o presidente já passou por quatro intervenções cirúrgicas.

Bolsonaro está internado desde as 20h da noite de sábado (7), acompanhado do filho Carlos (PSC), vereador pelo Rio de Janeiro, e da primeira-dama Michelle, que dormiram na unidade.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, chegou pouco antes das 7h para acompanhar a operação, enquanto Flávio Bolsonaro (PSL), senador pelo Rio de Janeiro, chegou ao local às 9h45, quando o procedimento do pai já havia começado.

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