Centro Estadual de Ensino de Jovens e Adultos tem 2,8 mil alunos; matrículas para exames gerais começam dia 6 de março

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Aproximadamente 2,4 mil alunos do Ensino Fundamental e Médio estão matriculados para os três turnos do curso Modular, e outros 490 frequentam o Centro Estadual de Ensino de Jovens e Adultos (Ceeja) Padre Moretti, escola fundada em 1943, no extinto Território Federal do Guaporé, em Porto Velho.

A escola que funciona na rua Herbert de Azevedo, 1649, bairro São Cristóvão, aprende-se ciências humanas e da natureza, linguagem, matemática e, especialmente, história e geografia de Rondônia, que não existem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Atende em três turnos, pela manhã, à tarde e à noite, das 7h30 às 22h15, o Ceeja mantém plantão permanente de atendimento ao aluno. Atualmente trabalham 80 funcionários supervisionados pela diretora Darcilene de Jesus Vieira da Silva; e pela vice-diretora Jeane Suzi Martins.

É incontável o número de pessoas, entre as quais autoridades públicas da capital e do interior de Rondônia que passaram pelos bancos desse estabelecimento, cujo nome homenageia o padre italiano João Batista Moretti, da Congregação Salesiana, nascido em 1913.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino que trabalha com o mesmo conteúdo, e pretende desenvolver as mesmas competências do Ensino Fundamental [1º ao 9º ano] e Médio [1º ao 3º ano, antigo colegial], porém, voltada para pessoas adultas. Sua metodologia de ensino diferencia-se da dirigida às crianças e adolescentes. Antigamente a EJA era chamada de supletivo, por isso, muitas pessoas ainda utilizam este termo ao se referir a essa modalidade de ensino.

Darcilene da Silva, diretora do Ceeja

Darcilene da Silva, diretora do Ceeja

É o Ceeja que certifica alunos do Enem e do Projeto Açaí [para formação de professores indígenas] da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Para obter a certificação pelo Enem, por exemplo, é necessário alcançar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas e nota acima de 500 pontos na redação. Anualmente, 11% dos inscritos conseguem esse resultado.

Nem todos os dias a merendeira tinha condições de atender aos cardápios escolares. A medida foi corrigida pela Seduc, que prevê agora melhora deste serviço.

MODULAR

Encerrado em novembro do ano passado, o curso modular ainda é ofertado durante todo o ano. Aberto com ensino não presencial, sem cumprimento de carga horária e dias letivos, como o próprio nome diz, ele funciona por meio de módulos avaliados por exames presenciais.

O modular é organizado com flexibilidade regular, de tempo e de espaço. O presencial voltou para o turno diurno e o semi-presencial atende em horários reduzidos; o turno da noite, regularmente.

Mobilizados, alunos do modular não querem a sua extinção, já que a maioria vem de acordo com a disponibilidade de tempo.

“Na EJA semestral, o aluno faz a série em seis meses. Cursa o 5º ano do Ensino Fundamental no primeiro semestre do ano e o Médio em um ano e meio”, disse a diretora Darcilene da Silva, completando que “o aluno conclui o curso conforme a sua aptidão”.

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Amanda quer fazer comunicação social

MERCADO DE TRABALHO

Amanda de Oliveira Melo, 21 anos, nascida em Porto Velho, estuda no 2º ano do Ensino Médio A, é secretária e faz trabalho em marketing e multimídia. “Quero fazer comunicação social”, afirmou.

O ânimo é grande nesta turma, conforme demonstra a aluna Maihara Pereira, 25, ao lembrar que a professora Liriane, de biologia, estuda a possibilidade de desenvolver projetos iniciais de arborização e horta caseira ainda no primeiro semestre de 2017.

Na sala nº 12, do 2º ano A, a professora do Ensino Médio é Maria das Graças Freitas de Almeida, paulista de Garça. “Antes do Modular, já dei aulas no Ensino  Regular.”

Grande parte das pessoas necessitadas de obter vagas no mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, volta à escola para inteirar períodos interrompidos. Segundo revela o Censo da Educação Básica de 2015 do Ministério da Educação, 3,4 milhões de alunos estavam matriculados no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no País.

A supervisora de ensino, Francisca Aguiar, explicou que outra clientela também se beneficia do Ceeja: pessoas que cumprem medidas socioeducativas, as com liberdade assistida e as que estão em regime prisional semiaberto.

Uma equipe atende exclusivamente ao Presídio Federal com a modalidade semi-presencial. No momento, a escola espera preencher vagas de professores de matemática.

Maihara Pereira anima-se com projeto de horta e arborização

Maihara Pereira anima-se com projeto de horta e arborização

CONDIÇÕES DE INGRESSO E MATRÍCULAS

  • As matrículas são aceitas no início de cada mês e as provas mensais da 1ª à 4ª séries, no final, à exceção de julho e dezembro. Tudo funciona ainda por formulários preenchidos na secretaria do estabelecimento.
  • De 6 a 30 de março serão feitas matrículas para exames gerais, conforme a diretora;
  • Para ingressar na modalidade EJA, o candidato deverá ter idade mínima de 15 anos completos para o Ensino Fundamental e 18 anos para o Ensino Médio.
  • Atualmente, o CEEJA atende aos Ensinos Fundamental e Médio, ofertando curso Modular, Exames de Circulação de Estudos e Exames Gerais – Provão.

 QUEM FOI

Ainda nos anos 1950, padre Moretti, o patrono do Ceeja, trabalhou na Inspetoria de São Luiz Gonzaga, de Recife (PE), e optou pela sua incardinação [ato de receber numa diocese um sacerdote de outra diocese] na recém-criada Inspetoria Missionária da Amazônia.

Em seguida, veio para  Porto Velho, onde chegou em fevereiro de 1960, assumindo a direção do Colégio Dom Bosco.

Em 1968, a obediência o chamou para Manaus, na qualidade de diretor da Casa Inspetoral. Depois, habilitou-se em Fortaleza (CE) para o ensino de matemática, desenho, latim e trabalhos manuais.

Após um período de férias, padre Moretti voltou a Porto Velho, onde trabalhou no Instituto da Diocese e também no antigo Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), foi diretor da Escola Domingos Sávio, professor de matemática e secretário-geral da atual Escola de Ensino Fundamental e Médio Castelo Branco.

Foi considerado “a mão direita do bispo diocesano” e morreu na capital rondoniense aos 62 anos, em 6 de julho de 1975.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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