Bolsonaro desautoriza o filho Eduardo, que havia sugerido ‘novo AI-5’ no País


Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Foto: Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

Presidente disse ao filho, em ligação: “Tira isso do seu vocabulário, acabou”

Em entrevista a José Luiz Datena, da Band, na tarde de ontem (31), o presidente Jair Bolsonaro desautorizou a declaração do filho deputado, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sugerindo que o Brasil poderia responder com “um novo AI-5”, a eventual radicalização da esquerda. “Eu liguei pra ele e disse: ‘Tira isso do seu vocabulário, acabou’”, contou o presidente, descartando total qualquer possibilidade de retomada do ato institucional.

O parlamentar fez a declaração absurda durante entrevista ao canal do Youtube da jornalista Leda Nagle. A referência histórica feita por Eduardo diz respeito ao Ato Institucional 5 (AI-5) baixado pelo ditador e general Costa e Silva, em 13 de dezembro de 1968, que instaurou em definitivo a Ditadura Militar no Brasil. O AI-5 foi usado para suspender direitos dos cidadãos e cassação mandatos de políticos.

“Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 1960 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando se sequestravam, executavam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália”, sugeriu Eduardo Bolsonaro, na entrevista.

O deputado justificou: “Alguma resposta vai ter que ser dada, porque é uma guerra assimétrica, não é uma guerra onde você tá vendo seu oponente do outro lado e você tem que aniquilá-lo, como acontece nas guerras militares. É um inimigo interno, de difícil identificação aqui dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto né? Vamos temos que ficar atentos”, declarou o filho do presidente.

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