Até há pouco tempo, mulher só entrava no Congresso e STF vestindo saia


Obrigatoriedade da vestimenta só acabou em 1997, mas ainda há regras polêmicas

O caso da juíza que barrou uma advogada usando saia “fora do padrão”, no Fórum de Iguaba Grande (RJ), reacendeu discussões sobre códigos de vestimenta em órgãos públicos. O debate não é novo, e no passado recente o problema era inverso: mulheres eram obrigadas a vestir saias. O Senado e o Supremo Tribunal Federal, por exemplo, aceitaram apenas em 1997 outros trajes para mulheres. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Até abril de 2000, as 627 juízas e uma desembargadora de São Paulo foram barradas de entrar nos tribunais do estado se vestissem calças.

Em fevereiro de 1997, ao assumir a presidência do Senado, o senador baiano Antônio Carlos Magalhães decidiu abolir o “código” na Casa.

Sepúlveda Pertence, então presidente do STF, seguiu ACM e liberou o uso de calças compridas para mulheres, mas até hoje são proibidos “braços desnudos”.

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