Aos 101 anos, Kirk Douglas faz aparição surpresa no Globo de Ouro 2018


Kirk Douglas e Catherine Zeta Jones no palco da premiação do Globo de Ouro 2018

Ator e produtor apresentou o prêmio de melhor roteiro ao lado de sua nora, a atriz Catherine Zeta-Jones

SÃO PAULO – Lenda viva do cinema americano, o ator Kirk Douglas, de 101 anos, protagonizou um dos vários momentos emocionantes do Globo de Ouro 2018 que foram marcados por aplausos de pé. A bordo de uma cadeira de rodas, Douglas foi levado ao palco da premiação por sua nora, a atriz Catherine Zeta-Jones, para apresentar o vencedor da categoria de melhor roteiro cinematográfico. A estatueta foi para Martin McDonagh, por “Três anúncios para um crime”.

A própria Catherine explicou a razão de Douglas estar ali para anunciar o prêmio de roteiro. O ator e produtor, que foi homenageado em 1991 pelo Sindicato dos Roteiristas dos EUA, ajudou a acabar com a famosa lista negra de Hollywood, quando contratou o roteirista Dalton Trumbo, vítima da “caça às bruxas” promovida pelo senador anticomunista Joseph McCarthy durante a Guerra Fria.

“Ele não apenas contratou Trumbo para escrever o épico ‘Spartacus’, como insistiu que Trumbo recebesse crédito por seu trabalho”, falou a atriz, casada com Michael Douglas.

O episódio está retratado no filme “Trumbo: Lista negra”, de Jay Roach, com Bryan Cranston no papel de Trumbo e Dean O’Gorman no de Douglas. Na época, o famoso roteirista se recusou a cooperar com o Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso e acabou preso e proibido de trabalhar em Hollywood.

Douglas ainda arriscou um pequeno discurso, ajudado pela nora, que o “traduziu para a platéia”: “Catherine, você disse tudo. Não quero falar mais porque nunca conseguiria te acompanhar”

Com mais de 90 créditos entre filmes para cinema e programas de TV, Douglas, batizado Issur Danielovitch Demsky, tem na estante um Globo de Ouro de melhor ator, por sua atuação em “Sede de viver” (1956), e um Prêmio Cecil B. DeMille, recebido em 1968, pelo conjunto de sua obra.

Ele também foi indicado três vezes ao Oscar de melhor ator, por “Sede de viver” (1956), “Assim estava escrito” (1952) e “O invencível” (1949). Em 1996, recebeu um prêmio honorário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, por 50 anos de contribuição “moral e criativa” à indústria do cinema.

Fonte: O GLOBO

0 Comentário

Nenhum comentário

Seja o primeiro

Deixe um comentário

Ao clicar em ENVIAR, aguarde nossa avaliação