Agevisa promove oficinas de capacitação voltadas ao combate da Hanseníase para equipes de saúde de Rondônia e de outros estados


No dia 7 de julho é comemorado o Dia Estadual de Mobilização para o Controle da Hanseníase em Rondônia. As ações de combate à doença são realizadas o ano todo pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e intensificadas durante o mês de julho. Ontem (15) mais uma ação foi promovida, a 15ª Oficina de Prevenção e Reabilitação Cirúrgica em Hanseníase, que contou com um público composto por médicos, técnicos em saúde, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais da capital, do interior e de outros estados da federação. O evento realizado no setor de Hanseníase do Hospital Santa Marcelina busca capacitar os profissionais e mostrar como Rondônia se tornou Referência no tratamento da doença.

São quatro dias de programação em horário integral envolvendo a prática e a teoria. Segundo a coordenadora estadual de Segurança da Agevisa, Albanete Mendonça, as ações desenvolvidas pelo órgão abrangem o diagnóstico, reabilitação e a reinserção do paciente no convívio em comunidade. “Como a hanseníase é uma doença com potencial incapacitante, você tem que pensar em como tratar com medicamentos e, também, como prevenir as incapacidades, sejam elas físicas, sociais ou emocionais”, destacou a coordenadora.

A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa que evolui de forma lenta. Os sintomas, como sensação de formigamento, manchas brancas ou avermelhadas na pele, perda de senilidade ao frio ou calor, paralisia dos pés ou mãos, podem aparecer até 20 anos depois do contágio. Embora alarmante, a doença tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública.

Carla Catiuce faz tratamento no Hospital Santa Marcelina que é referência no estado e, agora, através do projeto Art’s BioHans Rondônia, desenvolvido pela Agevisa, ela conquista a própria renda. O projeto busca inserir pacientes em tratamento, ou que já conseguiram a cura, no mercado de trabalho, além de ajudar na recuperação e autoestima.

“Esse projeto nos motiva a continuar fazendo o tratamento. Muitas vezes a gente fica em casa, parado, achando que não temos capacidade. No projeto aprendemos coisas novas, e o quanto somos capazes” declarou emocionada a paciente Carla Catiuce.

 

Representantes dos estados do Amazonas, Acre, Rio de Janeiro e Bahia também estiveram no evento. O objetivo é conhecer a estrutura e o trabalho no combate à doença. Eliaz de Freitas Cabral, médico ortopedista que atua há mais de 30 anos no hospital Santa Marcelina, diz que foi por meio de um trabalho integrado que Rondônia se tornou referência para os demais estados.

“Nós trabalhamos aqui com equipes multidisciplinares, de forma interdisciplinar e integrada. A hanseníase precisa de ações básicas de saúde de baixa, média e alta complexidade. E nós conseguimos atingir este objetivo”, declarou Cabral.

Ainda segundo a diretora da Agevisa, as medidas adotadas pelo órgão resultam em destaques no cenário nacional e até internacional. “Nós, da Agevisa, buscamos investir nos projetos de inclusão desses pacientes. O nosso foco tem sido o diagnóstico precoce, o tratamento de qualidade e reabilitação com a inclusão social”, concluiu Ana Flora Gerhardt.

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